Mais um atleta palestino entre as vítimas mortais dos ataques israelenses na Faixa de Gaza. Mohammed Al’Shaalan foi uma estrela na seleção de basquete, tinha 40 anos e seis filhos. Al’Shaalan saiu de casa, em Khan Younis, no sul de Gaza, para procurar comida e medicamentos. Segundo relatos de testemunhas e da imprensa local foi morto com um tiro pelas forças israelenses. A mesma situação já havia acontecido, dias antes, com o jogador de futebol Suleiman al-Obeid, conhecido como o “Pelé palestino”.
Também hoje em Khan Younis mais cinco pessoas foram mortas perto do Hospital Nasser quando tropas do exército dispararam contra civis que aguardavam a distribuição de ajuda humanitária. Já na Cidade de Gaza, no norte do enclave, pelo menos 19 pessoas foram mortas durante a madrugada, segundo fontes médicas. Doze dessas mortes ocorreram numa ofensiva de artilharia contra um prédio da escola Amr Ibn Al As e arredores. Entre as vítimas estava uma família, com três filhos, quando a tenda em que se abrigava foi bombardeada. A Anistia Internacional denunciou que a Cidade de Gaza está se aproximando cada vez mais da aniquilação total.
Também segundo uma investigação conjunta realizada pelo jornal britânico The Guardian e mais duas publicações israelenses divulgada na quinta-feira (21), a inteligência militar de Israel identificou que combatentes de grupos terroristas mortos, todos pertencentes ao Hamas e à Jihad Islâmica, os dois principais grupos terroristas que atuam na região, eram 8.900 dos 53 mil mortos na guerra na Faixa de Gaza até maio deste ano, que correspondiam a apenas 17% do total dos mortos na guerra.
As mídias tiveram acesso ao banco de dados confidencial da instituição e constataram que os 83% restantes, cerca de 42 mil pessoas, até aquela data, eram civis. As Nações Unidas, que verifica os dados fornecidos pelo Ministério da Saúde de Gaza, já afirmou em inúmeras ocasiões que a maioria dos mortos em Gaza é de civis, predominantemente de mulheres, idosos e crianças.
Mas até a presente data, a ofensiva israelense matou mais de 61.500 palestinos, segundo os últimos balanços do Ministério da Saúde de Gaza, considerados confiáveis pela ONU. Além de milhares que estão desaparecidos nos escombros. O governo de Israel sempre refutou oficialmente os dados das autoridades sanitárias locais do enclave palestino, afirmando que os números de mortos eram superestimados. O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou o conflito, provocou a morte de 1.219 pessoas, segundo Tel Aviv.
Diario de Pernambuco


