
A duplicação da BR-232, uma das principais rodovias de Pernambuco e eixo estratégico de ligação entre o Agreste e o Sertão, deu mais um passo importante para sair do papel. O Governo do Estado definiu o primeiro trecho que será executado e garantiu que esta fase inicial será custeada integralmente com recursos estaduais.
A etapa inicial compreenderá os 35 quilômetros entre os municípios de São Caetano e Belo Jardim, no Agreste pernambucano. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 250 milhões. A expectativa é de que o edital de licitação seja lançado até o mês de abril deste ano.
A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho. Segundo ele, o projeto executivo do primeiro trecho já foi encaminhado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para análise técnica.
De acordo com o secretário, o envio ocorreu há cerca de 15 dias e a previsão é que, dentro de aproximadamente 20 dias, o órgão federal conclua as correções necessárias. Com isso, o governo poderá publicar o edital e dar início ao processo de contratação da obra.
Essa primeira fase integra um projeto mais amplo que prevê a duplicação de 264,9 quilômetros, no total, entre São Caetano e o município de Serra Talhada, já no Sertão do Estado. O restante do projeto contará com recursos assegurados pelo Novo PAC, programa do Governo Federal voltado para investimentos em infraestrutura.
Ainda em novembro de 2024, foram publicados os editais para elaboração dos projetos de duplicação e restauração de todo o trecho até Serra Talhada, consolidando o planejamento técnico necessário para a execução da obra.
A duplicação da BR-232 é considerada fundamental para melhorar a mobilidade, reduzir acidentes, impulsionar o escoamento da produção e fortalecer a economia regional, especialmente no Sertão pernambucano, onde a rodovia é essencial para o transporte de mercadorias e a integração entre as regiões.
Com a definição do primeiro trecho e a previsão de lançamento do edital, a obra começa a avançar para a fase prática, alimentando a expectativa de que, após anos de reivindicações, a duplicação finalmente saia do papel e transforme a logística e o desenvolvimento do interior de Pernambuco.



