
As manifestações em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e o desfile de 7 de setembro, em Brasília, foram temas de debate na reunião plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta segunda-feira (8).
O deputado Coronel Alberto Feitosa (PL) elogiou as passeatas realizadas em diversas cidades do país, classificando-as como um sucesso de participação popular.
Em seu discurso, comparou as manifestações ao desfile cívico promovido pelo Governo Federal em Brasília. “Ninguém foi ver o presidente, preferiram participar de outro movimento. Só quem participou do desfile em Brasília foram os ministros do governo e o presidente da Câmara, nem o presidente do Congresso apareceu. Lula disse que o Brasil é dos brasileiros, mas o povo brasileiro não quer mais o Lula”, afirmou.
Nos apartes, Joel da Harpa (PL) e Pastor Cleiton Collins (PP) reforçaram o posicionamento de Feitosa. Joel considerou o desfile cívico um fracasso e destacou a presença militar como obrigatória. Já Collins defendeu a anistia, afirmando que muitos dos presos seriam inocentes.
Na tribuna, Joel da Harpa também relatou participação no ato realizado na Avenida Boa Viagem, no Recife, e classificou os detidos pelos ataques como “presos políticos”. O parlamentar ainda criticou o uso do Poder Judiciário em questões políticas e ideológicas, citando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O deputado aproveitou para destacar a entrega de novas pistolas e drones às polícias Militar, Civil e Penal, em cerimônia no Palácio do Campo das Princesas. Ele ressaltou a importância do investimento em armamento e registrou a sinalização da Alepe em favor da segurança pública, com a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o avanço dos empréstimos solicitados pelo Executivo estadual.
Em contraponto, Doriel Barros (PT) minimizou a mobilização da direita em Pernambuco, citando levantamento da Universidade de São Paulo (USP) que apontou cerca de 4 mil participantes no ato no Recife.
Para ele, os bolsonaristas não conseguiram mobilizar grandes públicos às vésperas da prisão do ex-presidente. Barros também criticou a pauta da anistia, destacando que a Constituição não permite esse benefício para crimes hediondos e contra a ordem democrática.



