
A Justiça de São Paulo determinou a interdição civil do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em razão do agravamento de seu estado de saúde, marcado por um quadro avançado de Alzheimer. A decisão nomeia seu filho, Paulo Henrique Cardoso, como curador provisório.
O processo foi solicitado pela própria família, com o apoio das filhas Luciana e Beatriz Cardoso, e conduzido por advogados do escritório Bermudes Advogados. A medida é considerada comum em situações em que há perda progressiva da capacidade civil, garantindo proteção jurídica e pessoal ao paciente.
Embora a decisão tenha sido formalizada agora, Paulo Henrique já vinha assumindo, há alguns anos, a condução de questões financeiras e da rotina do ex-presidente, inclusive por vontade expressa do próprio Fernando Henrique. A decisão judicial, portanto, consolida uma realidade já estabelecida no âmbito familiar.
De acordo com laudo médico anexado ao processo, houve uma deterioração significativa das funções cognitivas, exigindo acompanhamento contínuo por equipe de saúde especializada. A interdição civil, nesses casos, tem como objetivo assegurar a proteção integral do indivíduo, evitando riscos e garantindo a adequada gestão de seus interesses.
Fernando Henrique Cardoso é um dos principais nomes da história política recente do Brasil. À frente da Presidência entre 1995 e 2002, foi responsável por importantes transformações econômicas e institucionais, com destaque para a implantação do Plano Real, que estabilizou a economia e controlou a hiperinflação. Desde então, gerações mais jovens passaram a viver em um país com maior estabilidade monetária, sem experimentar os níveis extremos de inflação do período anterior.



