João Campos e Tabata Amaral se casam em cerimônia prestigiada

A Praia de Carneiros recebe o que está sendo considerado o casamento do ano. O prefeito do Recife e pré-candidato ao governo estadual, João Campos, e a deputada federal Tabata Amaral, trocam o sim na tarde deste sábado (21) na Capela de São Benedito, no Litoral Sul. O noivo entrou na capela acompanhado da mãe, Renata Campos, ao som da música “De Janeiro a Janeiro”, enquanto a noiva surgiu ao lado do irmão, Allan, entrando ao som da marcha nupcial e, em seguida, com “Céu de Santo Amaro”.

Tabata usa vestido assinado pela estilista paulistana Julia Pak, com quem mantém relação próxima. Em suas redes sociais, a noiva já havia revelado que sempre teve a certeza de que Julia assinaria o vestido de seu casamento. Entre os padrinhos estão os irmãos do noivo: o deputado federal Pedro Campos, Eduarda, José e Miguel; além do vice-prefeito do Recife, Victor Marques. As madrinhas vestiram tons de rosa, laranja, vermelho e coral, enquanto os padrinhos usaram trajes em off white.

A entrada dos convidados na cerimônia contou com esquema especial de acesso: os convidados apresentavam um QR Code do convite e recebiam uma pulseiras de acesso. Após a celebração religiosa, os noivos recepcionam cerca de 500 convidados na Pousada Igrejinha de Carneiros, à beira-mar. Uma mesa de welcome drinks foi montada ao lado da capela para receber os convidados que participarão da celebração. A decoração minimalista tem itens em madeira, além de mini margaridas em diversas cores, que também compõem a decoração do bolo, assinado pela cake designer pernambucana Jéssica Pires, que foi posicionado de frente para o mar.

O enlace reúne nomes de peso da política nacional e local. Estiveram presentes o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin; os ministros José Múcio Monteiro (Defesa), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Wolney Queiroz (Previdência); os senadores pernambucanos Teresa Leitão e Humberto Costa; os deputados federais Carlos Veras, Felipe Carreras e Renildo Calheiros; os deputados estaduais Cayo Albino, líder da oposição na Alepe, e Júnior Matuto; o prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca; e o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino.

Também prestigiaram a cerimônia o vereador do Recife e líder da base governista na Câmara, Samuel Salazar; a ex-vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão; e a prima do noivo e ex-deputada federal, Marília Arraes. No meio jurídico, marcaram presença o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Francisco Bandeira de Mello; o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), conselheiro Carlos Neves; e a presidente da OAB-PE, Ingrid Zanella.

Diario de Pernambuco

Rio de Janeiro reconhece validade civil de casamentos na Umbanda e no Candomblé

Casamentos religiosos celebrados em centros de Umbanda e Candomblé passaram a ser reconhecidos oficialmente no Rio de Janeiro. A medida está na Lei 11.058/25, de autoria do deputado estadual Átila Nunes (PSD), aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e sancionada pelo governo estadual. A conversão dessas uniões em casamento com validade civil passa a seguir as regras do Código Civil (Lei 10.406/02) e da Lei dos Registros Públicos (Lei 6.015/73).

Para a cientista da religião e jornalista Claudia Alexandre, a decisão admite, mesmo com atraso, o valor das tradições afro-brasileiras e ajuda a combater a intolerância religiosa. Claudia é sacerdotisa da Umbanda e do Candomblé, e há 20 anos celebra casamentos e batizados no terreiro dela, que fica em Paraty, no litoral sul fluminense.

“Esse é um passo importante que vai contribuir para a eliminação do estigma que recai historicamente sobre as religiões afro-brasileiras. Celebrações de batismo, casamento e fúnebres sempre foram realizadas pelos terreiros e o Estado Laico precisa reconhecer a autoridade religiosa, assim como reconhece as celebrações na Igreja Católica”, diz Claudia. “Em um país que naturaliza o aumento do racismo religioso, a lei é uma conquista, mesmo que, por enquanto, seja apenas no Rio de Janeiro”, complementa.

Processo exige alguns documentos

Para que a celebração religiosa possa produzir efeitos civis, será necessária uma declaração lavrada por autoridade religiosa da Umbanda ou do Candomblé. O documento deverá conter nome completo, CPF, documento de identidade e endereço dos noivos; data, local e hora da cerimônia; identificação da autoridade religiosa celebrante; identificação do templo, terreiro ou casa religiosa; além das assinaturas do celebrante e de, pelo menos, duas testemunhas da comunidade.

A declaração do casamento poderá ser encaminhada ao Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais competente, acompanhada da documentação exigida pela legislação federal.  Segundo Átila Nunes, a iniciativa assegura princípios como liberdade religiosa, dignidade da pessoa humana, igualdade, liberdade de associação e proteção à diversidade cultural. Ele diz que o Rio de Janeiro é o primeiro estado do país a aprovar uma lei sobre o tema. “É um processo de equidade. As igrejas católicas e evangélicas têm todos os direitos que as religiões de matrizes africanas não tinham. A grande vitória é que agora os casamentos nesses ritos poderão ter efeitos civis”, diz o parlamentar.

Determinação legal

A lei também define quem pode ser reconhecido como autoridade religiosa habilitada: sacerdotes e sacerdotisas, babalorixás, ialorixás, pais e mães de santo, chefes de terreiro e outras lideranças espirituais tradicionalmente reconhecidas na Umbanda e no Candomblé. O objetivo é respeitar os critérios internos de cada tradições, e preservar a autonomia espiritual e organizacional das comunidades.

“O reconhecimento tem especial relevância no atual contexto de combate à intolerância religiosa e ao racismo estrutural. A Umbanda e o Candomblé são tradições espirituais de origem africana que sofreram histórica marginalização, repressão e criminalização, muitas vezes invisibilizadas mesmo nas políticas públicas de promoção da igualdade e da liberdade religiosa”, disse Átila Nunes.

Agência Brasil