
Flávio Bolsonaro diz que tentou adiar a medida para depois das eleições.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (16), o parlamentar afirmou que a postura adotada pelo governo brasileiro nas relações com Washington provocou a medida anunciada pelo governo norte-americano.
Durante a gravação, Flávio Bolsonaro declarou que Lula “cavou o pênalti com muita força”, utilizando uma metáfora futebolística para sustentar que o presidente brasileiro teria criado as condições para a imposição das tarifas. Segundo o senador, o governo federal manteve uma postura de confronto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que teria agravado as relações diplomáticas entre os dois países.
O parlamentar também classificou Lula como “antiamericano” e afirmou que o presidente brasileiro fez dezenas de críticas públicas a Donald Trump. Na avaliação de Flávio, o governo brasileiro teria apostado no desgaste diplomático acreditando que poderia transformar o episódio em vantagem política durante a campanha eleitoral.
Ainda de acordo com o senador, ele chegou a pedir às autoridades norte-americanas que a entrada em vigor da tarifa fosse adiada para 2027, após a posse do próximo presidente da República. Flávio argumentou que a aplicação da medida neste momento poderia favorecer a estratégia política do governo Lula.
A declaração amplia o embate entre governo e oposição em torno da decisão dos Estados Unidos. Enquanto aliados do Palácio do Planalto responsabilizam integrantes da família Bolsonaro por articularem apoio às medidas adotadas pelo governo Trump, Flávio sustenta que a política externa do governo Lula é a única responsável pelo agravamento da crise comercial entre os dois países.
A tarifa adicional de 25% faz parte de uma série de medidas anunciadas pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros, intensificando as tensões diplomáticas e comerciais entre Brasília e Washington em meio ao cenário eleitoral brasileiro.



