Relator no STF, André Mendonça defende imparcialidade em investigações e afirma: “não privilegiar amigos”

Ministro André Mendonça afirmou durante homenagem recebida na Alesp que juízes devem ter “prudência maior” sobre suas relações

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator de investigações envolvendo o chamado “caso Master” e possíveis fraudes no INSS, afirmou que sua atuação será pautada pela imparcialidade.

Durante declaração nesta segunda-feira (6), o magistrado ressaltou que o Judiciário deve atuar com equilíbrio, sem favorecer aliados ou perseguir adversários.

“Não se deve privilegiar amigos nem perseguir inimigos”, afirmou.

A fala ocorre em meio à condução de inquéritos considerados sensíveis e com repercussão política e institucional. Mendonça destacou que o papel do relator é garantir o cumprimento da lei, com respeito ao devido processo legal e às garantias individuais.

As investigações em curso envolvem suspeitas de irregularidades que estão sendo apuradas no âmbito do STF, incluindo possíveis fraudes relacionadas ao sistema previdenciário.

A declaração do ministro reforça o discurso de neutralidade e independência do Judiciário, especialmente em casos de grande repercussão, onde há pressão política e atenção da opinião pública.

O andamento das apurações deve seguir sob responsabilidade da Corte, com expectativa de novos desdobramentos à medida que os processos avançam.

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