
Presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião de emergência com líderes da legenda, imediatamente após o ministro do STF Alexandre de Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda‑feira (4).
Costa Neto expressou indignação nas redes sociais: “Estou inconformado!!!!! O que mais posso dizer?”, escreveu o dirigente após chamar a decisão de “perseguição” política. A medida imposta por Moraes inclui restrições severas: Bolsonaro está proibido de usar celular ou redes sociais, exceto por advogados ou familiares autorizados, e teve o aparelho apreendido em operação da Polícia Federal.
Durante a reunião, parlamentares da bancada federal do PL se programaram para viajar imediatamente a Brasília e tomar posição conjunta. Entre os primeiros convocados estava Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada na Câmara, que desembarcou na capital ainda na noite de segunda-feira. Carlos Portinho, líder do partido no Senado, também confirmou que retornará ao plenário na manhã desta terça-feira.
O PL emitiu ainda uma nota oficial afirmando que a prisão domiciliar imposta a Bolsonaro é “ilegítima, nula de origem e sem qualquer valor jurídico real”, e que a decisão teria sido motivada por ações “fabricadas” e autoritárias do ministro Moraes, que teria extrapolado suas funções institucionais.
A mobilização ocorre em meio a intensa polarização institucional, com setores da oposição acusando a Suprema Corte de abusos de poder e pedindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. A crise reforça o desafio entre os poderes e coloca o PL num cenário de articulação para responder ao desdobramento da determinação judicial.



