Cafeína pode reverter prejuízos na memória causados pela falta de sono

A cafeína pode ajudar a restaurar a memória afetada pela privação de sono, segundo um estudo da Escola de Medicina Yong Loo Lin, da Universidade Nacional de Singapura (NUS Medicine). A ação da substância ocorreu de maneira direcionada. Ela restaurou seletivamente o circuito cerebral afetado pela falta de sono, sem provocar hiperestimulação em outras áreas.

De acordo com os pesquisadores, a privação de sono interfere diretamente no funcionamento do hipocampo, região essencial para memória e aprendizagem. Dentro dele, a área conhecida como CA2 desempenha papel importante na formação da memória social e também recebe sinais relacionados ao ciclo sono-vigília.

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Médico cardiologista alerta para problemas causados pela apneia do sono

“Os distúrbios do sono constituem uma epidemia global que ameaça a saúde e a qualidade de vida de mais de 45% da população mundial. Aqui no Brasil, por exemplo, um de seus efeitos mais graves é a apneia obstrutiva do sono”, diz o médico cardiologista, Frank Carvalho, que ensina, em suas consultas, como identificar os sintomas da doença.

“A apneia do sono acontece devido a um estreitamento nas vias respiratórias, na região do nariz e garganta, e que faz a pessoa parar de respirar, por alguns segundos, diversas vezes durante a noite. Quem sofre disso, inclusive, pode não estar ciente de que tem o problema”, explica ele.

Frank integra a equipe médica do Instituto do Coração do Vale do São Francisco (Cardiovasf), – referência em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) por seu atendimento especializado nas áreas de Cardiologia e Medicina do sono. Segundo ele, durante a apneia o paciente produz roncos ou sons semelhantes ao sufocamento, impedindo a pessoa de alcançar o sono duradouro, continuado e profundo.

Através de estudos científicos e dos diagnósticos de médicos do Instituto Cardiovasf, foi possível então traçar o perfil de quem é acometido pela doença e os efeitos que ela traz para o organismo:

De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% da população adulta brasileira sofre de apneia do sono, com prevalência de diferentes subgrupos, incluindo sexo masculino, indivíduos mais velhos e aqueles com sobrepeso ou obesidade.

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