‘Tomamos providências’, diz Ewbank após socialite chamar Titi de ‘macaca’

Titi foi adotada pelo casal depois de Ewbank realizar uma viagem à África. (Foto: Internet)

A socialite americana Day McCarthy publicou um vídeo no qual chama Titi, 3, filha dos atores Bruno Gagliasso, 35, e Giovanna Ewbank, 31, de “macaca com cabelo de bico de palha”. Essa não é a primeira vez que a filha dos atores é vítima de racismo nas redes sociais.

“Queria entender os falsos, os puxa sacos, que me criticam pela minha aparência, por não ter olhos azuis, cabelo liso e nariz bonito, fino, como a sociedade impõe esse tipo de beleza. Mas ficam lá, no Instagram do Bruno Gagliasso, elogiando aquela macaca, a menina é preta, tem cabelo horrível, de bico de palha, e tem um nariz de preto, horrível, e o povo fala que a menina é linda. Essas mesmas pessoas vêm no meu Instagram criticar a minha aparência. Você só está puxando saco porque é adotada por famosos. Filha não é. Como duas pessoas brancas, dos olhos claros, vão ter uma filha preta, de cabelo pico e com nariz de negro. Ai, povo ridículo hein”, disse McCarthy.

A atriz Giovanna Ewbank usou seu Instagram, neste domingo (26), para agradecer as mensagens de apoio e afirmar que o casal já está tomando as devidas providências perante a lei.

“Bom domingo com AMOR e a pureza de uma criança à todos que tem nos mandado mensagens sobre o acontecido, racismo é crime, e já estamos tomando as devidas providências perante a lei. Obrigada”, disse. 

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Pernambuco deve ganhar delegacia contra racismo e preconceito religioso

(Foto: Internet)

Pernambuco deve ganhar ainda este ano uma delegacia especializada para investigar crimes de racismo e ligados à preconceito religioso. A informação foi repassada pelo deputado Isaltino Nascimento, durante audiência pública realizada pelo Ministério Público de Pernambuco, nesta terça, no auditório do Centro Cultural Rossini Couto, na Boa Vista.

A Polícia Civil de Pernambuco, no entanto, ainda não se pronunciou a respeito da instalação da nova delegacia. O deputado explicou que já foi solicitada elaboração de Resolução Normativa visando orientar as delegacias civis para o não recebimento de denúncias eivadas de racismo direcionadas contra o livre exercício de culto dos povos de terreiro. Lideranças do candomblé, umbanda e jurema acompanharam a audiência, que teve o intuito de discutir o racismo religioso denunciado por diversas representações de matriz africana.

Um das pautas centrais, foi o caso da condenação, ainda em fase de apelação, do sacerdote Pai Edson de Omolu. As lideranças presentes ratificaram em suas falas a preocupação com o fato do Ministério Público de Olinda aceitar denúncias de perturbação do sossego, movidas por um único vizinho do terreiro de Pai Edson, a Tenda de Umbanda e Caridade Caboclo Flecheiro, situada em Águas Compridas, Olinda, e solicitar em alegações finais a condenação do sacerdote por utilizar atabaques em suas cerimônias.

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Racismo: Apresentador é demitido após chamar Ludmilla de “macaca”

O apresentador da Rede Record Marcão não convenceu com suas desculpas após o episódio de racismo contra Ludmilla na TV e foi demitido, informou a emissora na tarde de quarta-feira (18).

O crime aconteceu no aconteceu dia 9 de janeiro, mas só ganhou repercussão na terça-feira (17), o apresentador chamou a cantora de “macaca” e “pobre”. Nessa quarta, o programa ia ao ar com Dionísio Freitas como substituto. A Record afirmou repudiar o ato.

 “A Emissora repudia qualquer ato dessa natureza e afirma que este tipo de conduta não está na linha editorial de nosso Jornalismo. Por este motivo, a Record TV Brasília optou por rescindir o contrato do apresentador Marcão”, explicou.

Veja o vídeo:

Aluna da Ufba acusa professoras de racismo

aluna ufba

Um ato de racismo está sendo investigado na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no campus de Ondina, envolvendo as professoras Maíra Spanguero Ferreira e Adriana Bittencourt.

Em carta entregue à direção da escola e à reitoria, e compartilhada em rede social,  a estudante Gabriela Francisco Sampaio, 19 anos, do 2º semestre de licenciatura em dança, denunciou a postura – segundo ela – racista, em sala de aula, da professora Adriana Bittencourt. O fato aconteceu em 8 de março, quando ela apresentou um trabalho na disciplina de Estudos Críticos Analíticos 2.

Na carta, a aluna informa que apresentou o videoclipe Formation, da cantora Beyoncé, que denuncia a violência racial nos Estados Unidos. Segundo ela, após a exibição do vídeo, as professoras desqualificaram a luta da comunidade negra, o combate ao racismo e passaram a tecer contra a aluna e a comunidade negra injúrias deslegitimando e invalidando a crítica proposta pela cantora.

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Acusados de racismo contra Taís Araújo são soltos

tais araujo

Os três homens apontados pela polícia civil do Rio de terem promovido os ataques raciais contra a atriz da TV Globo Taís Araújo, em sua rede social, foram soltos neste sábado, 19, pela Justiça. Francisco Pereira da Silva Junior, Pedro Vitor Siqueira da Silva e Thiago Zanfolin Santos Silva estavam presos desde a última quarta-feira, 16.

Na decisão, a 23ª Vara Criminal do Rio converteu a prisão temporária dos acusados em medidas cautelares para os réus. De acordo com o alvará de soltura, obtido pelo Estado, os acusados deverão comparecer em juízo todas as vezes em que forem intimados, fornecerem informações sobre os seus endereços e não se ausentarem da comarca de suas residências sem expressa e prévia autorização judicial.

A medida foi tomada em reposta a um pedido do delegado da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), Alessandro Thiers, para converter a prisão temporária dos réus para prisão preventiva. Pela legislação, a prisão temporária é cabível quando for imprescindível para as investigações do inquérito policial ou quando o indiciado não tiver residência fixa. Já a prisão temporária tem um prazo de duração de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco.

Os réus agora responderão em liberdade pelos crimes de formação de quadrilha, pedofilia e racismo. De acordo com o delegado, foram constatados indícios fortes de que o ataque contra a atriz foi premeditado e articulado entre um grupo criado com a exclusiva intenção de disseminar o racismo e o ódio, em perfis, páginas e contatos de Whatsapp.

Nas convocações para os ataques, os acusados criam grupos secretos e temporários para potencializá-los e chegam a informar maneiras de mascarar a conexão para tentar dificultar o rastreamento. Além disso, as investigações concluíram que a quadrilha tem estrutura organizacional definida, onde os administradores definem as ações, com planejamento e execução dos ataques, selecionando premeditadamente as vítimas.

Presos homens acusados de racismo contra famosos

tais araujo

Cinco homens foram presos acusados de integrar o grupo que publicou ofensas racistas na internet contra as atrizes Taís Araújo, Chris Vianna, Sheron Menezzes e a jornalista Maria Júlia Coutinho. A ação aconteceu em sete Estados – Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Minas, São Paulo e Rio Grande do Sul – para cumprir quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Uma quinta prisão foi a de um homem que tinha em seu computador imagens pornográficas de crianças com idades entre um e cinco anos.

De acordo com o delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, a intenção do grupo era chamar atenção e, para isso, escolhia pessoas públicas. Os integrantes do grupo, então, passavam a fazer uma série de postagens contra essas pessoas.

Ainda segundo Thiers, havia uma espécie de “código de conduta” e os que não participassem poderiam ser punidos.

Taís Araújo
Taís teve o seu perfil no Facebook atacado na noite de 31 de outubro do ano passado. Ela reagiu e anunciou que levaria o caso à polícia. Na rede social, escreveu: “É muito chato, em 2015, ainda ter que falar sobre isso, mas não podemos nos calar. Na última noite, recebi uma série de ataques racistas na minha página. Absolutamente tudo está registrado e será enviado à Polícia Federal. Eu não vou apagar nenhum desses comentários. Faço questão que todos sintam o mesmo que eu senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena neste país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito. Não vou me intimidar, tampouco abaixar a cabeça”.

Em solidariedade, espalhou-se na web a hashtag #SomosTodosTaísAraújo. Em julho do ano passado, a jornalista Maria Júlia Coutinho, da Rede Globo, também foi alvo de insultos racistas na internet.

Pernambucano está entre acusados de publicar ofensas racistas contra Maju Coutinho

maju coutinho

Um pernambucano de 30 anos, morador de Paulista, no Grande Recife, está entre os suspeitos de integrar o grupo responsável pelas ofensas racistas contra a jornalista Maria Júlia Coutinho, da TV Globo. Na última sexta-feira (11), o técnico em rede de computadores negou fazer parte desses grupos e que tenha feito alguma ofensa racista contra a jornalista, durante interrogatório feito pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

De acordo com o coordenador do Gaeco, o procurador de Justiça Ricardo Lapenda, as informações colhidas serão enviadas para o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Segundo nota do MPPE, a suspeita de que o suspeito estaria envolvido com o crime partiu do Gaeco do MPSP, que solicitou apoio do MPPE para cumprir o mandado de busca e apreensão na casa dele. Na ocasião, o acusado não estava em casa, mas equipamentos foram apreendidos e devem passar por perícia.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, em oito Estados. Os envolvidos podem responder por racismo, injúria qualificada, organização criminosa e corrupção de menores.

HISTÓRICO – A jornalista Maria Julia Coutinho, também conhecida como “Maju”, foi vítima de racismo em julho na página oficial no Facebook do Jornal Nacional, telejornal da Rede Globo, onde fala sobre a previsão do tempo. Os comentários pejorativos foram feitos em uma postagem onde a foto da jornalista foi utilizada. “Só conseguiu emprego no Jornal Nacional por causa das cotas. Preta imunda”, publicou um internauta. Maju chegou, inclusive, a ser comparada a um animal: “Alguém poderia jogar um biscoito para ela, logo?”, escreveu outro internauta.

Após as agressões desenfreadas, alguns internautas partiram em defesa da jornalista e contra o ato de racismo praticado. “Aos racistas um aviso: internet não é terra sem lei e se vocês acham que podem destilar toda a podridão que existe no interior de vocês só porque usam fakes, estão enganados. Espero que vocês se ferrem muito”, dizia um comentário. (JC Online)

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