Comunidade quilombola do Alagadiço recebe mutirão de serviços sociais e de saúde da Prefeitura de Juazeiro

A manhã deste sábado (11) foi marcada por um mutirão de serviços sociais e de saúde na comunidade quilombola do Alagadiço. A ação aconteceu na igreja, na extensão da Escola Municipal Maria Monteiro Bacelar e em um espaço cedido pela comunidade, reunindo diversos atendimentos promovidos pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome (Sedes), voltados à promoção da cidadania e da qualidade de vida da população.

Realizada em parceria com a Secretaria de Saúde (Sesau) e a Secretaria da Mulher e Juventude (SMJ), a iniciativa ofereceu serviços como vacinação, testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), atendimento médico, atualização do Cadastro Único (CadÚnico) e do Bolsa Família, atendimentos social e jurídico do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), atendimento com assistente social do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), emissão do ID Jovem, atendimento do Programa Dignidade Menstrual, além da participação do Conselho Tutelar e da Casa da Mulher Rural.

Para o coordenador de Igualdade Racial da Sedes, Emerson Oliveira, a ação representa uma oportunidade de aproximar os serviços públicos das comunidades mais distantes e em situação de vulnerabilidade. “É uma grande alegria levar essa ação às comunidades quilombolas e ribeirinhas, garantindo que os serviços públicos cheguem cada vez mais perto de quem precisa. Esse é o nosso compromisso: promover cidadania, ampliar o acesso às políticas públicas e levar mais dignidade às comunidades do interior e a toda a população de Juazeiro. É uma satisfação estarmos aqui, mais uma vez, construindo esse trabalho junto com a comunidade.”

Durante o mutirão, Erlaine Nogueira Lima, secretária da Associação de Moradores do Alagadiço, aproveitou os atendimentos e destacou a importância da iniciativa para os moradores da comunidade. “Para mim, é muito importante que essas políticas públicas cheguem até a nossa comunidade. Isso facilita muito a nossa vida, porque não precisamos nos deslocar para outros lugares em busca desses serviços. Hoje mesmo já consegui resolver várias demandas: fui atendida no Bolsa Família e agora vou fazer o teste rápido de saúde. Tudo isso sendo oferecido aqui, perto da gente. Fico muito feliz e agradecida por essa iniciativa.”

A atividade integra as ações da Prefeitura de Juazeiro voltadas à ampliação do acesso aos serviços públicos nas comunidades urbanas e rurais, fortalecendo o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social e garantindo orientação, acolhimento e acesso a direitos de forma mais ágil, humanizada e descentralizada.

Ascom

Prefeitura de Juazeiro leva serviços sociais à comunidade quilombola Barrinha da Conceição neste sábado (30)

A Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome de Juazeiro (Sedes), realiza, neste sábado (30), uma ação de serviços sociais na comunidade quilombola Barrinha da Conceição. A iniciativa será realizada das 8h às 12h, com atendimentos gratuitos voltados à população da localidade.

Durante a ação, a comunidade terá acesso a serviços do Cadastro Único, Centro de Referência de Assistência Social, Conselho Tutelar e vacinação. A proposta é aproximar os atendimentos da população, garantindo orientação, acolhimento e acesso a direitos de forma mais ágil e descentralizada.

A atividade integra as ações do município para ampliar a presença dos serviços públicos nas comunidades e fortalecer o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social. Os moradores devem comparecer ao local no horário indicado, levando documentos pessoais e, quando possível, o Número de Identificação Social (NIS), cartão do SUS e cartão de vacinação.

Ascom

Assassinato de Mãe Bernadete completa um ano neste sábado

O assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira completou um ano neste sábado (17). Mãe Bernadete, como era conhecida, foi assassinada com 12 tiros no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

A Anistia Internacional Brasil, que acompanha o caso, lembrou que, no momento do crime, ela estava acompanhada de seus três netos, um jovem de 22 anos e dois adolescentes de 12 e 13 anos. “Com décadas de atuação pelo direito dos povos quilombolas no Brasil, Mãe Bernadete havia perdido o filho, Flávio Gabriel dos Santos, ‘Binho do Quilombo’, que também era ativista, assassinado em 2017”, diz a nota divulgada pela entidade.

Segundo Ministério Público do Estado da Bahia, os três homens que foram denunciados pela morte de Mãe Bernadete – Arielson da Conceição Santos, Marílio dos Santos e Sérgio Ferreira de Jesus – vão a júri popular. Eles foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, de modo cruel, sem possibilidade de defesa da vítima. Josevan Dionísio dos Santos e Ydney Carlos dos Santos de Jesus, que também foram denunciados, estão foragidos.

Mãe Bernadete era alvo de ameaças por conta de sua luta política e, desde 2017, tinha sido incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH). A pesquisa “Linha de Frente: violência contra defensoras e defensores de direitos humanos no Brasil”, desenvolvida pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global revelou 1171 casos de violência, sendo 169 assassinatos e 579 ameaças, entre 2019 e 2022.

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