Petrolina passa a contar com Dia Municipal de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio

Petrolina passa a contar oficialmente com o Dia Municipal de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio. Instituída pela Lei nº 3.922/2026, de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT) e subscrita pela vereadora Rosarinha Coelho (UNIÃO), a medida estabelece o dia 17 de outubro no calendário oficial do município como uma data dedicada à memória das mulheres assassinadas em decorrência da violência contra a mulher e ao fortalecimento das ações de prevenção e enfrentamento ao feminicídio.

A nova legislação representa uma importante conquista para a luta das mulheres e para o fortalecimento das políticas públicas de proteção em Petrolina. Além de preservar a memória das vítimas, a lei prevê ações de conscientização e reparação simbólica, como a implantação do Banco Vermelho em espaços públicos, a criação de memoriais físicos ou digitais e a promoção de atividades educativas voltadas à prevenção da violência.

A iniciativa surge em um cenário que continua exigindo atenção e resposta do poder público. Em Pernambuco, 88 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, um aumento de 14% em relação ao ano anterior. O estado registrou uma mulher assassinada em razão de gênero a cada quatro dias. No mesmo período, mais de 34 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica e familiar.

Os dados mais recentes também reforçam a gravidade do problema. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, Pernambuco registrou 15.248 vítimas de violência doméstica e familiar. Especialistas apontam que regiões do Agreste e do Sertão seguem apresentando índices preocupantes, evidenciando a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e acolhimento às mulheres.

Em Petrolina, casos recentes reforçaram a urgência do debate e da construção de políticas públicas permanentes para o enfrentamento da violência contra as mulheres. O assassinato da professora Elizângela Santos Oliveira, em dezembro de 2025, mobilizou a sociedade e reacendeu a cobrança por medidas efetivas de prevenção e proteção. “Essa lei é um compromisso com a memória das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência. Lembrar dessas vítimas é também denunciar uma realidade que ainda persiste e reafirmar que o enfrentamento ao feminicídio precisa ser uma responsabilidade de toda a sociedade. Não podemos naturalizar a violência nem permitir que essas histórias sejam esquecidas”, destacou.

Agora, com a Lei sancionada pelo Prefeito, Petrolina passa a contar com mais um instrumento de memória, conscientização e mobilização social, reafirmando o compromisso com o enfrentamento à violência contra as mulheres e a defesa da vida.

Ascom

Geraldo da Acerola perde reeleição mas PT mantém dois vereadores em Petrolina

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Vereadora Cristina Costa foi reeleita e professor Gilmar Santos assume cadeira na Casa Plínio Amorim.

A Câmara Municipal de Petrolina terá a partir de 2017, vinte e três vereadores, destes, dois serão do Partido dos Trabalhadores (PT). A vereadora Cristina Costa foi reeleita para mais um mandato com 1.856 votos. A segunda cadeira será ocupada pelo Professor Gilmar Santos. O vereador Geraldo da Acerola não conseguiu se eleger, ele obteve apenas 670 votos que o tirou da legislatura.

A novidade do partido é o professor Gilmar Santos que em 2012 havia se candidato e não se elegeu, mesmo tendo obtido 1.661.

Educador, ligado aos Movimentos Sociais, com um projeto de mandato coletivo construído ouvindo a população e partilhando nas redes sociais, o professor Gilmar conseguiu se eleger com 1.622 votos.

Em discurso após a divulgação do resultado, a vereadora Cristina Costa, bastante emocionada pela sua reeleição, agradeceu a militância e desabafou: “Nós enfrentamos uma das campanhas mais difíceis principalmente pela ausência de Isabel Cristina, principalmente para mim, e por termos de enfrentar as máquinas poderosas dos nossos adversários. Mas a minha alegria reinou ao perceber que nós mantivemos as duas vagas que o PT tinha na Câmara de Vereadores e vamos continuar a luta defendendo os trabalhadores e as trabalhadoras”.

Na manhã de ontem (03), em entrevista à Rádio Jornal  o professor Gilmar agradeceu os votos recebidos. Lembrou que não é apenas um voto, mas a participação na construção do mandato.  “A gente apresentou um projeto de mandato coletivo em nossa campanha e fica muito feliz porque em 2012 a gente entrou nessa luta, nessa batalha eleitoral e pode perceber a expressão de carinho, de consideração, a energia bonita dos eleitores que se envolveram em nossa campanha. Uma campanha pequenininha em relação a estrutura, enfrentando na verdade uma estrutura econômica baseada numa cultura da compra de votos que aqui em nossa cidade, infelizmente ainda é muito forte. E lamentamos que essa prática ainda aconteça. De forma limpa e honesta, sem poluir o ambiente conversando com as pessoas, apresentando as nossas propostas de uma política diferente para que o povo volte a acreditar na participação popular”, disse.

Com informações do Ponto Crítico.