Após anúncio de Cunha sobre impeachment, Dilma se reúne com ministro

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A presidente ordenou que Jaques Wagner se reunisse com a equipe jurídica do Palácio do Planalto para analisar a questão

A presidente Dilma Rousseff se reuniu com o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, assim que soube que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deflagrou o processo de impeachment contra ela.

O encontro durou menos de cinco minutos. A presidente ordenou que o ministro se reunisse com a equipe jurídica do Palácio do Planalto para analisar a questão. Até o momento, não há nenhum posicionamento oficial do governo.

Assessores palacianos assistiram pela TV o anúncio e, apesar de dizerem que o governo está preparado para enfrentar o processo no Congresso, demonstravam perplexidade diante da decisão do presidente da Câmara.

Desde o início da semana, Cunha fez chegar ao Planalto que iria deflagrar o impeachment caso o PT votasse a favor da admissibilidade do processo por quebra de decoro parlamentar que tramita contra ele no Conselho de Ética da Câmara. Nesta quarta-feira, 2, a bancada petista anunciou a sua posição contra Cunha. Horas depois, o peemedebista convocou uma entrevista coletiva para declarar a sua decisão. Com informações do Estadão Conteúdo.

Impeachment – Cunha vai aceitar pedido contra a presidente Dilma

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Agora é pra valer, nesta quarta-feira (02) o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciou que vai abrir o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, feito pelos juristas Miguel Realle Júnior e Hélio Bicudo em que estão incluídas as chamadas pedaladas fiscais que teriam sido cometidas em 2015.

Desde que soube da decisão da bancada do PT, que decidiu que os votos de seus três representantes no Conselho de Ética serão favoráveis à admissibilidade do processo que pode determinar a cassação do mandato do peemedebista, Cunha manteve-­se fechado em seu gabinete na presidência da Casa conversando com várias lideranças que cobravam a abertura do processo ainda hoje.

O Artigo 218 do Regimento Interno da Câmara define os passos do processo de impeachment: ­

Do recebimento da denúncia será notificado o denunciado para manifestar-­se, querendo, no prazo de dez sessões. ­

A Comissão Especial se reunirá dentro de quarenta e oito horas e, depois de eleger seu Presidente e Relator, emitirá parecer em cinco sessões contadas do oferecimento da manifestação do acusado ou do término do prazo previsto no parágrafo anterior, concluindo pelo deferimento ou indeferimento do pedido de autorização.

O parecer da Comissão Especial será lido no expediente da Câmara dos Deputados e publicado na íntegra, juntamente com a denúncia, no Diário da Câmara dos Deputados e avulsos. ­ Decorridas quarenta e oito horas da publicação do parecer da Comissão Especial, será o mesmo incluído na Ordem do Dia da sessão seguinte. ­ Encerrada a discussão do parecer, será o mesmo submetido a votação nominal, pelo processo de chamada dos Deputados. ­ Será admitida a instauração do processo contra o denunciado se obtidos dois terços dos votos dos membros da Casa, comunicada a decisão ao Presidente do Senado Federal dentro de duas sessões. (Com informações do Globo.com)

Prisão de Delcídio Amaral e agravamento da crise política podem comprometer o país em 2016, afirma senador Fernando Bezerra Coelho

FBC

“Um fato sem precedente na política do país e na história do Senado Federal”, assim avaliou o senador Fernando Bezerra Coelho o episódio da prisão do senador Delcídio Amaral (PT/MS),  que teve a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e confirmada pela Senado. Para Fernando Bezerra, votar a favor da manutenção da prisão do líder do governo no Senado foi uma situação de muito constrangimento, independentemente dos atos que foram levados a público pelas gravações realizadas e que serviram de base  para a manifestação e a decisão do STF. “O senador Delcídio Amaral sempre desfrutou de muita consideração pelos seus pares, até pela forma muito educada e gentil, que ele tratou a todos”, enfatizou.

Fernando afirmou que nesse primeiro ano de mandato no senado conseguiu o apoio do senador Delcídio Amaral, quando esse estava investido das funções de presidente da Comissão de  Assuntos Econômicos do Senado Federal CAE), a aprovação da proposta de lei de sua autoria que cria o Plano Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR).

O senador avaliou que a prisão de Delcídio agrava ainda mais a crise política no país. “Nós vamos ter um ano muito mais problemático do que imaginávamos, temos uma pauta ainda no Congresso Nacional para 2016: a votação do Plano Pluri anual (PPA) e  a votação da nova meta fiscal do governo federal para o ano de 2015, todas matérias muito importantes e certamente isso repercutirá na velocidade que serão tramitadas podendo gerar mais desgastes nos campos político e econômico”, pontuou.

MAIS DESGASTE PARA A PRESIDENTE DILMA

Por fim, Bezerra Coelho disse acreditar num desgaste ainda maior da presidente Dilma Rousselff. “Creio que sim, nós não temos ainda pesquisas divulgadas mais certamente os grandes veículos de comunicação deverão está fazendo sondagens e brevemente a gente vai poder constatar os efeitos disso na opinião pública do nosso país”, concluiu.

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