Número de desalojados ultrapassa 1,3 mil em Pernambuco após chuvas

O número de pessoas desalojadas em Pernambuco chegou a 1.389, de acordo com balanço divulgado às 20h de sábado (2) pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil de Pernambuco. O levantamento também aponta 1.601 pessoas desabrigadas, enquanto o Estado mantém 27 abrigos ativos para acolher famílias afetadas pelas chuvas. O município de Goiana concentra o maior número de ocorrências, com 994 desalojados e 510 desabrigados, além de seis abrigos em funcionamento.

No Recife, são 671 pessoas desabrigadas, distribuídas em 15 abrigos, sem registro de desalojados até o momento. Em Limoeiro, não há desabrigados, mas foram registrados 256 desalojados, sem abrigos ativos. Na Zona da Mata Norte, Timbaúba contabiliza 52 desalojados e 42 desabrigados, com três abrigos. Já Igarassu soma 21 desalojados e 27 desabrigados, com um abrigo ativo.

Na Região Metropolitana, Olinda registra 9 desalojados e 170 desabrigados, com dois abrigos em operação. Em Paulista, são 6 desalojados e 45 desabrigados. Camaragibe contabiliza 11 desalojados e 5 desabrigados, com um abrigo ativo. Outros municípios também apresentam registros. Em Glória do Goitá, são 40 desalojados, sem desabrigados. Jaboatão dos Guararapes contabiliza 127 desabrigados, com dois abrigos ativos. Já Vicência soma 84 desalojados e 4 desabrigados.

Ajuda humanitária – De acordo com o relatório, o Governo do Estado intensificou a distribuição de donativos nas áreas atingidas. Em Goiana, foram entregues 150 colchões, 300 lençóis, 38 kits de limpeza e 38 kits de higiene. Em Paulista, houve a retirada de 32 colchões, 64 lençóis, além de 8 kits de higiene e 8 kits de limpeza.

Já em Olinda, foram disponibilizados 400 colchões, 400 lençóis, 200 kits de limpeza e 100 kits de higiene. Para Timbaúba, foram destinados 77 colchões, 154 lençóis, 95 kits de limpeza e 95 kits de higiene. Ainda de acordo com a Defesa Civil de Pernambuco, o órgão segue monitorando a situação em todo o Estado, com equipes mobilizadas para assistência à população, gestão de abrigos e distribuição de ajuda. A orientação é que moradores de áreas de risco acompanhem os alertas oficiais e acionem o órgão em caso de emergência.

Diario de Pernambuco

Chuvas causam destruição em 34 cidades do Rio Grande do Sul e deixam mais de 500 desalojados

O número de municípios que relataram danos causados pelas chuvas intensas no Rio Grande do Sul (RS) dobrou neste sábado (23). Pela manhã, 17 cidades gaúchas haviam reportado à Defesa Civil do Estado ocorrências causadas pelo temporal que atinge o RS desde quinta-feira, 21. Já no boletim mais recente do órgão, a lista subiu para 34.

Até o momento, 529 pessoas estão desalojadas ou desabrigadas. O caso mais crítico é o de São Lourenço do Sul, que fica 207 quilômetros de Porto Alegre. Em 24 horas, o município registrou um acúmulo de 143,8 milímetros de chuva, fazendo o Arroio São Lourenço transbordar e invadir as residências que ficam próximas às margens.

A elevação do nível do riacho obrigou o Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBMRS) a realizar sete remoções na região. Ao menos, 523 pessoas estão fora de casa. O Departamento de Logística da Defesa Civil foi acionado para o envio de ajuda humanitária e itens de primeira necessidade, como água potável, cesta básica, colchões e kits de higiene.

Para domingo, 24, a previsão é que a frente fria ainda favoreça chuvas fracas a moderadas nas regiões Norte, Nordeste e Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Nas demais regiões, o dia deve permanecer com o tempo estável e com sol ao longo do dia. As temperaturas devem atingir mínimas de -1°C e máximas de 15°C.

Estadão Conteúdo

Quase 70 mil desalojados e mais de um milhão de lares sem água por chuvas no Brasil

Quase 70 mil pessoas tiveram que deixar suas casas e mais de um milhão de lares estão sem abastecimento de água no Rio Grande do Sul, atingido por uma catástrofe climática, informou a Defesa Civil neste sábado (4).

Em seu último boletim, o órgão também disse que as inundações já afetam meio milhão de habitantes da região sul, onde as autoridades trabalham contra o relógio para resgatar pessoas em risco.

AFP