
Alta nos insumos afeta diretamente editoras e autores (Foto: Editora Voz de Mulher/Redes Sociais)
O papel está mais caro e isso impacta diretamente na indústria literária, afetando o trabalho de editoras e também dos escritores. O aumento inesperado veio logo nos primeiros meses de 2022, tendo como motivos a alta do dólar e os reflexos da pandemia da Covid-19.
Diante desse cenário, as editoras têm enfrentado dificuldades para manter a tiragem de antigas e novas obras. Até maio deste ano, a alta foi de 65%, afetando toda a cadeia, como relata Telma Ventura, CEO da Editora Voz de Mulher, de São Paulo.
O impacto em quem “faz tudo acontecer”
“Esse aumento encarece a produção e encarecendo a produção dos livros, as gráficas repassam esses aumentos para as editoras, que por sua vez, não podem elevar o mesmo percentual no preço dos livros para o consumidor final, que é o leitor“, afirma.
O impacto para as editoras é tamanho que algumas não resistiram e fecharam as portas. “Muitas editoras, ou estão reduzindo a publicação de livros, ou estão fechando as portas”, relata. Na outra ponta estão os escritores.


Março é o mês da mulher e a Cia M.E.D.U.S.A, de Bodocó (PE) está lançando seu primeiro livro. O grupo que surgiu no teatro, expande sua atuação para a literatura, mas sem perder a essência: debater a temática feminina. “Úteros Pulsantes” está em pré-venda no site da Editora Voz de Mulher (
8 de março é o Dia Internacional da Mulher. E um grupo de jovens mulheres de Bodocó, na região do Araripe de Pernambuco, usa as artes não apenas para defender as bandeiras delas, mas para trazer à tona as injustiças sociais. A CIA M.E.D.U.S.A (Mulheres Empoderadas Donas de um Universo Sensualmente Audacioso) surgiu em 2018 e atualmente conta com 11 integrantes.