Deputado Fernando Rodolfo propõe criação obrigatória de banheiros neutros em espaços públicos e privados

Proposta prevê ao menos um banheiro neutro em órgãos públicos, shoppings, universidades, hospitais e hotéis

O deputado federal Fernando Rodolfo (PRD-PE) apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 2.117/2026, que torna obrigatória a instalação de banheiros de uso neutro em estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo em todo o país.

Pela proposta, os banheiros neutros deverão ser individuais, com porta de fechamento total e sem identificação de gênero. Esses espaços funcionarão de forma independente dos sanitários masculinos, femininos e dos destinados a pessoas com deficiência, que deverão ser mantidos.

O texto prevê que órgãos públicos, centros comerciais, instituições de ensino superior, terminais de transporte, espaços de eventos, unidades de saúde e hotéis disponibilizem ao menos um banheiro neutro. A estrutura deverá oferecer as mesmas condições de conforto, higiene e acessibilidade dos demais sanitários.

Em caso de descumprimento, o projeto estabelece multa mensal de R$ 5 mil até que a adequação seja realizada.

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Deputada Coronel Fernanda apresenta projeto que define acesso a espaços femininos com base no sexo biológico

Proposta estabelece critérios legais para acesso a espaços exclusivos para mulheres

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 2.173/2026, batizado de “Lei Cor de Rosa”. A proposta estabelece critérios para o acesso a espaços, atividades e políticas públicas destinadas exclusivamente a mulheres com base no sexo biológico.

Pelo texto, será considerada mulher, para os efeitos legais previstos no projeto, a pessoa cisgênero do sexo feminino, definida como aquela nascida com características biológicas femininas.

A proposta prevê que esse critério seja adotado para o acesso a banheiros e vestiários femininos, alas e unidades prisionais destinadas a mulheres, competições esportivas femininas, concursos e seleções exclusivas, além de cotas e políticas públicas voltadas à participação feminina na política e de benefícios previdenciários e assistenciais específicos.

O projeto também estabelece penalidades para casos de descumprimento. As sanções variam de multa e detenção de seis meses a um ano em situações consideradas leves, até reclusão de três a cinco anos nos casos em que houver violência física, ameaça ou coação.

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