
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta segunda-feira (26), uma rodada concentrada de depoimentos no inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.
A fase é considerada decisiva para o avanço das investigações e ocorre com autorização do ministro Dias Toffoli, relator do caso.
As oitivas reúnem dirigentes do Banco Master, do Banco de Brasília (BRB) e de empresas apontadas como possíveis ligadas às irregularidades investigadas.
Os depoimentos são realizados de forma presencial, na sede do STF, em Brasília, e também por videoconferência, com apoio da Polícia Federal.
Inicialmente, a previsão era que os depoimentos fossem distribuídos ao longo do fim de janeiro e início de fevereiro. No entanto, o cronograma foi alterado após determinação do relator para concentrar as oitivas em dois dias consecutivos no Tribunal.
Ao todo, oito executivos e empresários foram convocados. A apuração busca esclarecer a estrutura financeira e operacional das operações sob suspeita, além de identificar o grau de responsabilidade de cada envolvido nas decisões investigadas.
O primeiro depoimento foi prestado por Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB. O conteúdo das declarações não foi divulgado, em razão do sigilo judicial.
Em seguida, executivos ligados ao Banco Master começaram a ser ouvidos. Entre eles, o superintendente executivo de Tesouraria, Alberto Felix de Oliveira, que optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional.
Para esta terça-feira (27), estão previstos os depoimentos de outros dirigentes do BRB e do Banco Master, além de sócios e ex-sócios da instituição.
A concentração das oitivas ocorreu após Toffoli reduzir o prazo solicitado pela Polícia Federal. A perícia do material apreendido na fase mais recente da Operação Compliance Zero está sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR), com acompanhamento de peritos indicados pelo relator. O relatório final deverá ser apresentado no prazo de até 60 dias.



