Polícia Civil investiga morte de operadora de caixa queimada em Delfinópolis (MG)

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias do ataque que resultou na morte de Íris Cândida, de 24 anos. A vítima faleceu no último domingo (19), após permanecer oito dias internada em decorrência de queimaduras graves sofridas enquanto trabalhava em um estabelecimento comercial no distrito de Olhos D’Água, zona rural de Delfinópolis.

Dinâmica do Ocorrido
De acordo com registros de câmeras de segurança e informações da Polícia Militar, o crime ocorreu no dia 11 de abril, por volta das 13h. As imagens mostram uma mulher entrando na mercearia, adquirindo um frasco de álcool e, imediatamente após o pagamento, despejando o líquido sobre a operadora de caixa. Na sequência, a agressora utilizou um isqueiro para atear fogo à vítima.

Íris Cândida sofreu queimaduras em aproximadamente 40% do corpo. Ela recebeu os primeiros socorros de vizinhos e foi encaminhada inicialmente ao hospital local, sendo posteriormente transferida para a unidade especializada em queimados da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso. O sepultamento ocorreu na segunda-feira (20).

Prisão e Identificação da Suspeita
A principal suspeita, identificada como Marcela Alcântara Santos, de 18 anos, foi presa na tarde de segunda-feira (20). Após buscas que se estenderam pelos municípios de Cássia (MG) e Franca (SP), a polícia localizou a jovem em uma residência abandonada nas proximidades do distrito onde o crime foi cometido.

Informações preliminares indicam que Marcela não residia permanentemente na região, tendo se deslocado à comunidade para atuar em trabalhos temporários na lavoura.

Linhas de Investigação e Motivação
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de crime motivado por ciúmes, embora a tese ainda dependa de confirmação oficial ao longo do inquérito.

Relato de Testemunha: O namorado da suspeita informou à Polícia Militar que, horas antes do ataque, esteve no mercado com Marcela. Segundo ele, uma breve interação verbal com a vítima durante o pagamento teria provocado o descontentamento da agressora.

Próximos Passos
As autoridades seguem analisando o material das câmeras de monitoramento e colhendo depoimentos de testemunhas. Até o momento, não houve manifestação pública por parte da defesa de Marcela Alcântara Santos, nem a divulgação de depoimentos oficiais da custodiada.

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