
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quinta-feira (9) sua aposentadoria aos 67 anos.
Ele poderia permanecer na Corte até 2033, quando completaria 75 anos, idade limite para ministros do Supremo, mas decidiu antecipar a saída por vontade própria.
A decisão já era cogitada desde que Barroso deixou a presidência do STF, em 29 de setembro. O anúncio foi feito logo após uma sessão plenária, em um discurso de agradecimento aos colegas e à ex-presidente Dilma Rousseff (PT), responsável por sua indicação ao tribunal, em 2013.
Com a aposentadoria, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá indicar o substituto para a vaga. Entre os nomes mais comentados nos bastidores está o do advogado-geral da União, Jorge Messias, considerado o favorito por sua proximidade com o presidente e perfil técnico alinhado ao governo.
Também são citados o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado; o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas; e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Carvalho. Pacheco, no entanto, pode ser lançado candidato ao governo de Minas Gerais em 2026, o que reduziria suas chances de indicação imediata.
Barroso deixa o Supremo após 11 anos de atuação, período marcado por participação em julgamentos de grande relevância política e social.



