
A semana começou com expectativa de um possível contato direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na última sexta-feira (1º), Trump afirmou publicamente que Lula pode telefonar “quando quiser”, gesto recebido com cautela pelo governo brasileiro.
No Palácio do Itamaraty, a possibilidade de diálogo é considerada simbólica, mas diplomatas reforçam que uma conversa entre chefes de Estado exige preparação prévia, definição de pauta e alinhamento diplomático.
O gesto ocorre em meio à recente escalada de tensão entre os dois países, agravada pela imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e pela sanção do ministro Alexandre de Moraes (STF) com base na Lei Magnitsky.
Durante evento do PT neste domingo (3), Lula declarou que o Brasil está aberto a negociações, mas defendeu uma postura firme diante da ofensiva norte-americana. “Eu tenho um limite de briga com o governo americano. Não posso falar tudo que eu acho, tenho que falar o que é necessário”, disse o presidente, destacando que o país não deseja conflito, mas também não se intimida.
Lula afirmou ainda que a defesa da soberania nacional incomoda “quem acha que manda no mundo”, sem mencionar diretamente Trump. Em suas redes sociais, reforçou que “quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições”.
Na esfera diplomática, o encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington, marcou um avanço nas tratativas. Após a reunião, Vieira afirmou que o Brasil não aceitará pressões externas e defendeu as instituições brasileiras, incluindo a condução do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
As negociações seguem em curso, com a possibilidade de novas conversas em nível presidencial, caso os canais diplomáticos avancem nas tratativas.



