Jovens lideram preferência pela CLT
Um dos dados que mais chamam atenção é o comportamento das novas gerações. A pesquisa mostra que a preferência pelo emprego formal é ainda mais forte entre os jovens:
- 41,4% entre trabalhadores de 25 a 34 anos;
- 38,1% entre jovens de 16 a 24 anos.
Os números indicam que, apesar do avanço de alternativas como trabalho por aplicativos e contratação como pessoa jurídica, a estabilidade e os direitos garantidos pela carteira assinada continuam sendo fatores decisivos.
Estabilidade e direitos pesam na escolha
Segundo o levantamento, benefícios como férias remuneradas, 13º salário e segurança no emprego ainda são vistos como diferenciais importantes. Mesmo com o crescimento de formatos mais flexíveis — como atividades por aplicativos (10,3%) e trabalho como PJ (6,6%) — esses modelos ainda ficam atrás na preferência dos brasileiros.
Baixa mobilidade no mercado de trabalho
Outro dado relevante apontado pela pesquisa é o nível de satisfação dos trabalhadores. Cerca de 95% afirmam estar satisfeitos com a ocupação atual, sendo 70% muito satisfeitos.
Esse cenário ajuda a explicar a baixa movimentação no mercado: apenas 20% dos entrevistados disseram ter procurado um novo emprego recentemente.
Desafio: falta de oportunidades atrativas
Apesar da satisfação geral, o levantamento também aponta um problema: cerca de 20% dos trabalhadores afirmaram não encontrar vagas que considerem atrativas.
O dado revela um possível descompasso entre o que o mercado oferece e o que os profissionais buscam, especialmente em relação à qualidade das oportunidades.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.008 pessoas em todo o país, com margem de erro de dois pontos percentuais, e reforça uma tendência importante: mesmo em um cenário de transformação no mundo do trabalho, o emprego formal ainda é sinônimo de segurança para a maioria dos brasileiros.
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