Estudante que atropelou e matou idoso em RO já havia sido detida por embriaguez e por danificar viatura

Em 2025, a estudante foi detida em Porto Velho após danificar uma viatura da PM e colidir com outros veículos. O caso terminou em acordo judicial e foi arquivado.

A estudante de Medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, investigada pelo atropelamento que resultou na morte de Odair Brustolin, de 68 anos, na última quarta-feira (1°), possui histórico de detenção anterior em Porto Velho (RO). Em maio de 2025, ela foi detida após danificar uma viatura da Polícia Militar de Rondônia e colidir contra outros dois automóveis.

De acordo com o boletim de ocorrência daquele período, policiais militares realizavam patrulhamento quando a estudante correu em direção ao veículo oficial, subiu no capô e pisou repetidamente sobre o para-brisa, causando danos ao vidro e à estrutura do automóvel. Os agentes relataram que a mulher apresentava sinais de embriaguez e desorientação, sendo necessário o uso de algemas para contê-la. Ela foi conduzida à Central de Polícia e autuada por dano qualificado ao patrimônio público.

Em decorrência do episódio de 2025, a estudante passou por audiência de custódia e obteve liberdade provisória sob medidas cautelares, que incluíam a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a proibição de frequentar bares.

Posteriormente, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) firmou com a envolvida um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) em julho de 2025. O órgão informou que ela foi inicialmente investigada por lesão corporal, embriaguez ao volante e danos materiais. Como houve indenização aos proprietários dos carros e a vítima da lesão optou por não representar criminalmente, o procedimento seguiu apenas pela acusação de embriaguez ao volante.

Por não registrar antecedentes criminais na época, a estudante pôde aderir ao ANPP, mediante o pagamento de multa fixada em um salário mínimo (cerca de R$ 1,5 mil). Após o cumprimento integral das condições estipuladas, as restrições da CNH foram revogadas pela Justiça em fevereiro deste ano, e o caso foi formalmente arquivado em abril.

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