
Cotação da moeda americana encerra a R$ 4,92, enquanto petróleo recua 7% após sinalizações diplomáticas envolvendo o Irã.
O mercado financeiro brasileiro apresentou tendências mistas nesta quarta-feira (6). Enquanto o dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,17%, cotado a R$ 4,921, o Ibovespa acompanhou o otimismo externo e registrou sua segunda alta consecutiva, fechando aos 187.690 pontos.
O dia foi marcado pela forte queda nos preços internacionais do petróleo e por intervenções estratégicas da autoridade monetária nacional.
Mercado de Câmbio e Atuação do Banco Central
Apesar da desvalorização do dólar frente a outras divisas globais, a moeda americana subiu no Brasil devido a fatores internos. O Banco Central realizou um leilão de US$ 500 milhões em swaps cambiais reversos, operação que equivale à compra de dólares no mercado futuro e exerce pressão de alta sobre a cotação.
Analistas avaliam que o BC aproveitou o patamar de preços para reduzir seu estoque de swaps tradicionais. Além disso, a queda nas commodities afetou o Real, que vinha se beneficiando dos preços elevados do petróleo. No acumulado do ano, contudo, o dólar registra recuo de 10,34%.
Desempenho da Bolsa de Valores
O Ibovespa avançou 0,50%, impulsionado pelo desempenho de mineradoras e empresas do setor de consumo. O volume financeiro da sessão somou R$ 29,2 bilhões.
Destaques Positivos: Alinhamento com as bolsas de Nova York, onde o S&P 500 e o Nasdaq atingiram novos recordes históricos.
Destaques Negativos: O setor petrolífero limitou ganhos maiores do índice. As ações ordinárias da Petrobras caíram 3,77%, enquanto as preferenciais recuaram 2,86%.
Queda do Petróleo e Cenário Externo
Os preços da commodity sofreram um recuo acentuado de aproximadamente 7%. O barril do tipo Brent caiu 7,83% (US$ 101,27), enquanto o WTI recuou 7,03% (US$ 95,08).
O movimento foi desencadeado por sinais de arrefecimento das tensões no Oriente Médio. O governo do Irã indicou a manutenção da segurança no Estreito de Ormuz, e os Estados Unidos reportaram progressos nas negociações diplomáticas com o país. A redução do risco de desabastecimento global diminuiu o prêmio de risco sobre o ativo, embora a volatilidade permaneça no radar dos investidores.



