
No meio do debate sobre a atuação das plataformas de importação asiáticas de produtos ate US$ 50, que levou a publicação de uma nova regulação da Receita Federal que passará a exigir a adequação das empresas ao “Remessa Conforme” que permite a isenção desde que a operação seja feita por uma empresa com registro no Brasil no lugar da simulação de uma remessa entre duas pessoas físicas, uma startup brasileira criada com ajuda de financiadores anjo promete ajudar as empresas brasileiras a enfrentar as chinesas.
A e-Cross funciona como um motor por trás de toda a operação de cross border Direct to Consumer (D2C). Desta forma, a empresa cuida da parte regulatória que determina o que pode e o que não pode ser vendido em canal eletrônico, levando em consideração a regra de preço, peso, dimensão, tributação e tudo o que envolve as regras de Receita Federal e de Banco Central.
O serviço da plataforma consiste em oferecer uma navegação localizada, inteligência logística e soluções financeiras no modal de atuação D2C (Direct to Consumer), impulsionando o crescimento do comércio eletrônico, tanto em sua própria loja virtual quanto em múltiplos marketplaces como o que é feito pelas empresas Shein, ALibba e Shopee que passaram a atuar no Brasil desde 2020 em plena crise da pandemia.
Para colocar a e-Cross no mercado, os sócios-fundadores Rafael Sant’Anna e Walter Cardozo levantaram um capital de R$ 6 milhões, com investidores representados em sua pessoa física e envolvidos diretamente com o ecossistema do cross border. Entre eles, estão anjos do segmento de full commerce, logística internacional, meios de pagamento, wealth management e gestão de pessoas. Até o fim do ano, a empresa pretende chegar a 70 clientes e transacionar R$ 100 milhões no e-commerce cross border.
Ainda de acordo com o executivo, além do fato de possibilitarem que os comerciantes vendam globalmente, o foco da marca será auxiliar os e-commerces para que eles possam expandir sua oferta de produtos na América Latina, começando pelo Brasil e expandindo para outros países da região como México, Chile e Colômbia. De acordo com Sant’Anna, atualmente, existe uma série de marcas internacionais – sejam pequenas ou as grandes, como Victoria Secrets, Tissot, Swatch entre outras –, que não estão presentes no e-commerce latino-americano (em especial no brasileiro) ou atuam de maneira tímida.
Isso acontece porque, na maioria das vezes, o custo do investimento é muito alto, bem como os riscos fiscais, trabalhistas, logísticos e financeiros, que são elevados. “Devido a toda essa burocracia, as marcas internacionais presentes no Brasil geralmente disponibilizam apenas de 15% a 20% do seu portfólio. Então a nossa solução é uma possibilidade de extensão na oferta do mix de produtos e, consequentemente, na melhora da experiência omnichannel”, ressalta Sant’Anna.
Na prática, a e-Cross busca o catálogo do vendedor no exterior, seja qual for o idioma, traduz todo o material para a língua local, faz curadoria de foto e vídeo para analisar se aquele produto reflete, de fato, o que o e-consumidor está acostumado a comprar. Além de realizar a conversão de tamanho para a numeração local e a conversão do preço para a moeda local, a marca coordena a logística de entrega do produto – que vai desde a sua retirada no país de origem, embarque, frete e liberação. Vale lembrar que a companhia disponibiliza meios de pagamento local (cartão de débito e crédito parcelado, PIX ou boleto).
A plataforma consiste em oferecer uma navegação localizada, inteligência logística e soluções financeiras para o modal de atuação D2C (Direct to Consumer), impulsionando o crescimento do comércio eletrônico, tanto em sua própria loja virtual quanto em múltiplos marketplaces. Por este motivo, o que acha de tocarmos uma pauta sobre o tema abordando o mercado de compras internacionais e as possibilidades para o consumidor?Esta semana, o Nubank e a fintech global de pagamentos especializada em mercados em ascensão, Ebannx, uma parceria para oferecer o NuPay como método de pagamento alternativo para compras internacionais. A solução estará disponível para mais de 1.600 empresas globais, que poderão disponibilizar o meio de pagamento desenvolvido pelo banco digital para seus consumidores.
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