Simão Durando e Fundação Altino Ventura autorizam início da construção do primeiro hospital público de olhos do São Francisco

Compromisso de campanha do prefeito Simão Durando e sonho desejado há décadas pelo povo petrolinense, o Hospital de Olhos Altino Ventura deu o primeiro passo para virar realidade. Nesta sexta (30), foi realizada a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da unidade de saúde oftalmológica que atenderá milhares de pessoas nos próximos anos. O anúncio foi celebrado em parceria da Prefeitura de Petrolina, Fundação Altino Ventura e Governo do Estado. As obras já começam na próxima segunda-feira (02), marcando um novo avanço na ampliação da rede de saúde especializada do município.

O hospital será construído no Cosme e Damião, bairro periférico da cidade, no antigo pátio Ana das Carrancas. A estrutura médica será a maior e mais moderna da Fundação Altino Ventura, fora da capital, com capacidade para realizar até 16.500 consultas mensais. O hospital vai ampliar significativamente a oferta de consultas, exames e procedimentos oftalmológicos, reduzindo a demanda reprimida e garantindo atendimento mais próximo da população.

A expectativa é de que as obras sejam concluídas em maio do próximo ano. “Em 2024, quando anunciei esse hospital, disseram que era mentira. Eu não prometo, eu cumpro. Estarei presente do primeiro ao último tijolo, porque esse hospital é um sonho construído para Petrolina”, afirmou o prefeito Simão.

O presidente da Fundação Altino Ventura, Marcelo Ventura, destacou o compromisso da instituição com o interior do estado e a importância da nova unidade para a região. Segundo ele, Petrolina receberá uma estrutura moderna, preparada para oferecer atendimento humanizado e de alta qualidade. “A Fundação Altino Ventura tem um compromisso histórico com quem mais precisa, e essa unidade vai gerar impacto social para toda a região”, afirmou.

Simão destacou ainda que o hospital integra um conjunto de ações estruturantes na área da saúde, voltadas principalmente para quem mais precisa. Segundo ele, além do hospital oftalmológico, o município executa um pacote de investimentos que inclui a implantação e requalificação de 22 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), fortalecendo a atenção básica e ampliando o acesso da população aos serviços públicos de saúde.

A solenidade contou com a presença do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, do presidente do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho, do deputado estadual Antonio Coelho, do deputado federal Fernando Filho, além de representantes do Governo do Estado, secretários municipais e vereadores.

Ascom

Operação que investiga desvio de 500 mil pares de luvas de hospitais públicos na pandemia da Covid-19 cumpre mandados em 4 cidades

Um esquema criminoso de desvio de cerca de 500 mil pares de luvas de hospitais públicos na pandemia da Covid-19 foi alvo da Operação Escamotagem II, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (29). Nessa segunda etapa, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão domiciliar e bloqueio judicial de ativos financeiros (veja vídeo acima).

Segundo a Polícia Civil, o governo de Pernambuco comprava luvas descartáveis por meio da Secretaria de Saúde (SES) e servidores forjavam uma solicitação de um hospital público que precisava das luvas. “Um motorista da própria secretaria apanhava esse material na logística e distribuía para os outros investigados. A partir daí, essas luvas eram pulverizadas no mercado”, afirmou o delegado Breno Malta, responsável por investigar o caso.

Ainda de acordo com o delegado, os alvos da segunda fase da operação foram um hospital particular do Recife e uma distribuidora de materiais médicos e hospitalares na Região Metropolitana e no interior do estado. Os nomes não foram divulgados pela polícia. “O que a Polícia Civil investiga é o desvio dessas luvas e a aquisição sem a nota fiscal. […] O lucro que já tem a comprovação de que esse grupo criminoso teve é de cerca de R$ 370 mil”, disse o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, são investigados os crimes de lavagem de dinheiro e peculato. Esta última prática criminosa ocorre quando há desvio ou apropriação, por parte de um funcionário público, de um bem a que ele tenha acesso por causa do cargo que ocupa, mediante abuso de confiança.

Sem prisões

Na segunda etapa da operação, os mandados foram cumpridos nas seguintes cidades pernambucanas: Recife; São José da Coroa Grande, na Zona da Mata; Paudalho, na Zona da Mata; Pesqueira, no Agreste. No cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, um cofre com joias, dinheiro em espécie (numa quantia não divulgada) e um veículo. De acordo com Breno Maia, ninguém foi preso na primeira nem na segunda fase da operação porque “não há fundamento legal e jurídico para decretação dessas medidas”.

Primeira fase da operação
– As investigações começaram em 2022;
– Realizada em outubro daquele ano, a primeira fase da operação identificou a movimentação de R$ 500 mil em um esquema de desvio de 500 mil pares de luvas descartáveis;
– Entre as nove pessoas investigadas na época, estavam servidores da SES, comissionados e integrantes do quadro efetivo, além de pessoas sem relação com o serviço público;
– Um servidor público foi afastado das funções na primeira etapa da operação.

G1 Pernambuco