
O Ministério Público Federal apresentou parecer contrário ao recurso extraordinário da defesa de Marcelo da Silva, assassino confesso da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos. A manifestação foi anexada ao processo na última terça-feira (20).
Após derrotas no Superior Tribunal de Justiça, a defesa tenta levar o caso ao Supremo Tribunal Federal para impedir a realização do júri popular do crime ocorrido em Petrolina, há mais de dez anos. No parecer, o MPF afirmou que os argumentos apresentados não são suficientes para mudar o entendimento já consolidado pelas instâncias anteriores.
O órgão destacou que as decisões que rejeitaram recursos anteriores permanecem válidas. Agora, caberá ao STJ decidir se o recurso extraordinário será ou não encaminhado ao STF.
O crime completou dez anos em dezembro de 2025. Beatriz foi morta durante uma festa de formatura em um colégio particular. A Polícia Civil de Pernambuco identificou o acusado em 2022, após a perícia genética apontar o DNA de Marcelo na faca usada no crime. Já preso por outros delitos, ele confessou o assassinato à polícia.



