Pernambuco anuncia entrega de bengalas e atendimento odontológico para crianças neurodivergentes

Medidas integram ações na área de inclusão e saúde e começam a ser implementadas neste mês de julho

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta sexta-feira (3), duas novas iniciativas voltadas à assistência de pessoas com deficiência e neurodivergentes. As medidas, apresentadas pela vice-governadora Priscila Krause, contemplam a organização do fluxo de entrega de bengalas articuladas para pessoas com deficiência visual e a criação de um serviço odontológico especializado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros transtornos do neurodesenvolvimento. Ambas as ações entram em vigor ainda neste mês de julho.

A entrega das bengalas articuladas será estruturada por meio de uma fila oficial de atendimento vinculada ao programa PE Acessível. Lançado em 2025, o programa reúne investimentos de mais de R$ 400 milhões direcionados a políticas de acessibilidade e autonomia. De acordo com a administração estadual, a demanda pelo equipamento foi identificada pela Secretaria de Assistência Social e a viabilização do fornecimento foi organizada em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

A segunda medida consiste na abertura de um serviço de atendimento odontológico especializado na Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP), viabilizado por um convênio com a SES. A iniciativa também prevê o treinamento e a capacitação de profissionais que atuam nos municípios do interior, com o objetivo de descentralizar o atendimento para o público neurodivergente em todo o estado.

Os anúncios ocorreram durante a cerimônia de conclusão do curso de Especialização em Atenção Multiprofissional em Transtornos do Neurodesenvolvimento, que certificou 70 profissionais da rede pública no auditório da SES. Segundo a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, a formação visa qualificar a assistência médica e aprimorar o acesso aos serviços especializados no território pernambucano. O evento foi realizado em cooperação com a Universidade de Pernambuco (UPE) e contou com a participação de órgãos de controle e de representações de saúde do estado.

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