
Pré-candidato à Presidência afirma que programa é um “direito adquirido” e quer incentivar a formalização do trabalho
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, defendeu a manutenção do Bolsa Família e classificou o programa como um “direito adquirido do povo brasileiro”. A declaração foi feita durante participação no Fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, em São Paulo.
Durante o evento, Flávio afirmou que pretende ampliar o período de permanência dos beneficiários no programa mesmo após conseguirem emprego com carteira assinada ou abrirem um negócio próprio. Segundo ele, muitas famílias evitam a formalização por receio de perder o benefício social.
O senador destacou que existe um preconceito em relação aos beneficiários do Bolsa Família e afirmou que grande parte deles já exerce alguma atividade econômica, principalmente no mercado informal. Para Flávio, o auxílio representa uma garantia de estabilidade para pessoas que enfrentaram situações de vulnerabilidade e insegurança alimentar.
Pelas regras atuais, beneficiários que conseguem emprego formal continuam recebendo 50% do valor do Bolsa Família por até dois anos, desde que a renda per capita da família permaneça dentro do limite estabelecido pelo programa. A proposta apresentada por Flávio é ampliar esse período, embora ainda não tenham sido divulgados detalhes sobre o funcionamento da medida.
Além do Bolsa Família, o pré-candidato também voltou a defender a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais e afirmou que, caso seja eleito, pretende adotar uma relação mais institucional com a imprensa, reconhecendo que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro cometeu erros na área da comunicação.



