
Trabalhador que recebe um salário mínimo gastou R$ 649,48 com alimentação básica em abril
A pesquisa mensal do Colegiado de Economia da FACAPE revelou que o custo da cesta básica voltou a subir em abril de 2026 em Petrolina e Juazeiro. De acordo com o levantamento, a inflação foi de 4,34% em Juazeiro e de 3,54% em Petrolina. Considerando as duas cidades em conjunto, a alta média foi de 3,92%.
Com isso, um trabalhador do Vale do São Francisco que recebe um salário mínimo de R$ 1.621 precisou desembolsar 40,1% da renda apenas para comprar os alimentos básicos. Após a compra da cesta, restaram R$ 971,52 para despesas como moradia, transporte, saúde, vestuário e higiene pessoal.
Segundo a FACAPE, o custo da cesta básica ficou em R$ 626,55 em Juazeiro e em R$ 672,42 em Petrolina. Isso significa que os consumidores petrolinenses pagaram R$ 45,87 a mais do que os juazeirenses pelos mesmos produtos.
Na comparação com abril de 2025, a cesta básica acumulou alta de 8,08% em Juazeiro e de 4,61% em Petrolina, mostrando que a pressão inflacionária sobre os alimentos continua impactando o orçamento das famílias.
Entre os itens que mais subiram, o tomate liderou com aumento de 20,77% pelo segundo mês consecutivo e acumula alta de 30,24% em 12 meses. A FACAPE atribui o reajuste à menor oferta do produto no período de transição entre as safras de verão e inverno.
O feijão também apresentou nova elevação, com alta de 3,97% no mês e de 15,58% no acumulado de um ano. A explicação é a manutenção da demanda diante da oferta restrita.
Outros produtos que ficaram mais caros foram o leite integral, com alta de 3,60%, e o arroz, que subiu 3,01%.
A carne bovina apresentou estabilidade no mês, com leve recuo de 0,15%, mas ainda acumula alta expressiva de 10,37% em 12 meses, influenciada pela demanda externa aquecida e pela redução da oferta de animais para abate.
Entre os itens que registraram queda, o açúcar recuou 0,48% em abril e acumula redução de 17,66% em 12 meses. O café também ficou mais barato, com queda de 1,27% no mês e de 5,53% no acumulado anual.
O estudo destaca ainda que há grande variação de preços entre supermercados e marcas, o que reforça a importância de o consumidor pesquisar antes de comprar para economizar.
No cenário nacional, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) apontou aumento no custo da cesta básica em todas as 27 capitais brasileiras em abril. A cesta mais cara foi registrada em São Paulo, com valor de R$ 906,14, enquanto a mais barata foi encontrada em Aracaju, custando R$ 619,32.



