
Evento reuniu cerca de 200 profissionais no auditório da Facape
Petrolina deu um passo importante no fortalecimento da rede de proteção à infância e adolescência com a realização do 1º Fórum da Rede de Cuidado e Proteção Social de Crianças e Adolescentes. O encontro aconteceu nesta terça-feira (28), no auditório da Faculdade de Petrolina (Facape), e reuniu cerca de 200 profissionais de diversas áreas.
A iniciativa promoveu o diálogo entre os diferentes setores que atuam diretamente na proteção de crianças e adolescentes, como Assistência Social, Saúde, Educação, Sistema de Justiça, Conselho Tutelar e representantes da sociedade civil. O objetivo principal foi alinhar estratégias e melhorar o atendimento a vítimas de violência no município.
Durante o fórum, os participantes foram divididos em salas temáticas para discutir pontos fundamentais, como a integração entre os serviços, o atendimento humanizado e a organização dos encaminhamentos. Um dos principais desafios apontados foi a falta de articulação entre os setores e a necessidade de definir fluxos mais claros para os atendimentos.
De acordo com o diagnóstico apresentado, a ausência de um fluxo bem estruturado pode comprometer a agilidade das respostas e até provocar a revitimização das crianças e adolescentes — quando a vítima precisa repetir diversas vezes o relato da violência.
Como encaminhamento prático, o fórum marcou o início da construção de um fluxo de atendimento unificado no município. A proposta é criar um modelo claro e acessível, que indique como cada serviço deve atuar e para onde encaminhar cada caso, garantindo mais segurança e rapidez no atendimento.
A coordenadora do Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção Social, Talita Andrade, destacou a importância do momento. Segundo ela, o encontro representa um marco para Petrolina no fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância.
“Esse é um momento muito importante para Petrolina, porque fortalece a rede de proteção e nos ajuda a evitar a revitimização de crianças e adolescentes. Um dos principais desafios é garantir que cada porta de entrada, como a escola, saiba como agir e para onde encaminhar”, afirmou.
O fórum também está alinhado à Lei nº 13.431/2017, que estabelece diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, priorizando a escuta qualificada e a proteção integral.
Além das ações institucionais, foi reforçado o papel da sociedade na identificação e denúncia de casos de violência. Em Petrolina, a população pode acionar a rede de proteção por meio dos seguintes canais:
- Conselho Tutelar Região 1: (87) 3983-6476
- Conselho Tutelar Região 2: (87) 3983-6475
- Plantão: (87) 98861-0421
- Disque 100 (canal nacional, gratuito e com possibilidade de denúncia anônima)
A expectativa é que, a partir das discussões iniciadas no fórum, Petrolina avance na construção de uma rede mais integrada, eficiente e preparada para garantir os direitos de crianças e adolescentes.



