
Foto: Alepe/Divulgação
As declarações do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (PSDB), continuam repercutindo entre os parlamentares.
O discurso feito na segunda-feira (20), marcado por críticas à governadora Raquel Lyra (PSDB), voltou a ser tema de debate no plenário até a quarta-feira (22).
O ponto central do pronunciamento de Porto foi a morosidade do Governo do Estado na execução de obras estruturadoras, como o Arco Metropolitano e a duplicação da BR-232 no trecho entre São Caetano e Belo Jardim, no Agreste Central. Segundo o presidente da Alepe, o Executivo dispõe de recursos já autorizados pela Casa para esses empreendimentos, por meio de empréstimos aprovados anteriormente.
Porto também refutou as críticas de que o Legislativo estaria “atrapalhando” o governo ao demorar na aprovação de novos financiamentos. “Estamos analisando o projeto, e não há pressa. O Governo já possui recursos suficientes para trabalhar”, afirmou.
A fala provocou reações na base governista. Na terça (21), o deputado Antônio Moraes (PP) saiu em defesa do Executivo, argumentando que as críticas de Porto “ignoram a complexidade administrativa e os avanços concretos nos investimentos realizados pelo Governo”.
O debate se intensificou com a discussão sobre o projeto de lei que propõe isenção do IPVA para determinados tipos de veículos. O deputado Antonio Coelho (União) defendeu a medida, afirmando que “os recursos devem permanecer com as famílias pernambucanas, em vez de ficarem nas mãos de um Estado ineficiente”.
Deputadas governistas, porém, reagiram. Débora Almeida (PSDB) alertou que a proposta afetaria diretamente as receitas dos municípios. “Não se pode criar benefícios com o chapéu alheio. Quem sofre as consequências são as cidades”, afirmou. A líder do governo, Socorro Pimentel (União), reforçou a preocupação: “Para os municípios, cada centavo faz diferença”.
As discussões demonstraram a divergência crescente entre governo e Assembleia, especialmente em torno de temas fiscais e da execução de obras estratégicas no Estado.



