Vigilância Sanitária reforça fiscalização e orienta população sobre riscos de bebidas adulteradas em Petrolina

Durante entrevista ao Programa Espaço Aberto, na Rural FM 103,1, o diretor-presidente da Agência de Vigilância Sanitária de Petrolina (AMVS), Acácio Andrade, falou sobre as ações preventivas adotadas pelo município após o registro de uma morte e outros casos suspeitos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas.

Segundo Acácio, a prefeitura está intensificando as fiscalizações em bares, distribuidoras e pontos de venda de bebidas, com foco na verificação da procedência e da autenticidade dos produtos.

Ele alertou que a adulteração com metanol é praticamente impossível de ser detectada a olho nu, sendo necessária análise laboratorial.

“A população deve sempre comprar bebidas em locais de confiança, solicitar nota fiscal e observar o lacre e o rótulo do produto. A falsificação pode acontecer até em garrafas originais, com o conteúdo adulterado. Por isso, todo cuidado é pouco”, destacou o diretor.

Acácio também ressaltou que a Vigilância Sanitária já está recolhendo amostras das bebidas suspeitas para análise e confirmou que a prefeitura está preparada com um plano de prevenção e mitigação de riscos, mas reforçou que a colaboração dos consumidores é essencial.

“A população é parte ativa desse processo. Qualquer denúncia é importante para que possamos agir rapidamente. Toda informação recebida é tratada com sigilo e responsabilidade”, garantiu.

Os moradores podem enviar denúncias ou informações sobre possíveis bebidas adulteradas pelo WhatsApp (87) 98844-2540, ou pela Ouvidoria Municipal (153). Ambas as opções permitem denúncias anônimas.

Durante a entrevista, o ouvinte Antônio, morador da cidade, também relatou ter encontrado larvas em garrafas de bebida compradas em um supermercado local, e afirmou já ter acionado os órgãos competentes. Acácio confirmou que o caso foi registrado oficialmente e está sendo apurado pela equipe de fiscalização, que atua diretamente nos estabelecimentos com alvará sanitário.

“O procedimento é ir até o estabelecimento onde o produto foi adquirido, e não na casa do consumidor, porque é lá que podemos garantir a verificação legal e a coleta dentro dos parâmetros técnicos”, explicou.

A Vigilância Sanitária reforçou o alerta para que os consumidores verifiquem o registro do Ministério da Agricultura (MAPA) nos rótulos e evitem bebidas vendidas a preços muito abaixo do mercado.

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