Trump convida Lula para integrar Conselho da Paz voltado à reconstrução de Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para integrar o chamado Conselho da Paz, colegiado internacional que deverá atuar na supervisão do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).

A iniciativa, anunciada pela Casa Branca, tem como objetivo coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza, duramente atingida por anos de conflito.

Durante entrevista coletiva, Trump afirmou ter feito pessoalmente o convite ao presidente brasileiro e elogiou Lula, destacando que ele poderá ter papel relevante no grupo.

O conselho será presidido pelo próprio Trump e faz parte da segunda fase do plano de paz para Gaza firmado em outubro do ano passado, sob mediação norte-americana, que prevê um cessar-fogo e ações de reconstrução no território palestino.

Até o momento, o Palácio do Planalto não informou se Lula aceitará o convite. O Ministério das Relações Exteriores confirmou apenas que a comunicação oficial foi recebida por meio da Embaixada do Brasil em Washington.

Além do presidente brasileiro, outros líderes internacionais também teriam sido convidados, entre eles o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

Segundo informações divulgadas pelo governo dos EUA, o comitê executivo responsável pela administração de Gaza contará com nomes como o enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o secretário de Estado Marco Rubio e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Até agora, não há indicação de representantes palestinos nas estruturas anunciadas.

A proposta gerou reações divergentes no cenário internacional. De acordo com a imprensa estrangeira, o governo de Israel criticou a iniciativa por não ter sido previamente articulada com o país. Já a Casa Branca negou informações de que os países convidados precisariam aportar recursos financeiros para garantir assento permanente no conselho.

No mesmo dia, Lula voltou a criticar publicamente Trump, ao comentar, em evento no Rio Grande do Sul, o protagonismo do presidente norte-americano nas redes sociais e sua influência nas decisões globais.

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