Toffoli admite participação societária em empresa ligada a resort e nega relação com dono do Banco Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli confirmou, em nota divulgada nesta quinta-feira (12), que integra o quadro societário da empresa Maridt, que teve participação no resort Tayayá, no interior do Paraná. Parte dessa participação foi vendida a um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

No comunicado, o ministro afirma que a Maridt é uma sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial e com declarações regulares à Receita Federal. Segundo a nota, Toffoli é apenas sócio da empresa, que é administrada por familiares, e não exerce funções de gestão.

A assessoria do ministro cita o artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura (Lei Complementar 35/1979), que permite a magistrados integrar o quadro societário de empresas e receber dividendos, desde que não atuem na administração.

De acordo com o texto, a Maridt deixou de integrar o grupo Tayayá Ribeirão Claro em fevereiro de 2025. A saída ocorreu por meio de duas operações: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em fevereiro de 2025. O ministro afirma que todas as transações foram realizadas a valor de mercado e declaradas à Receita Federal.

Toffoli também declarou que desconhece o gestor do Fundo Arllen e negou qualquer relação pessoal com Daniel Vorcaro ou com Fabiano Zettel. Segundo ele, jamais recebeu valores do banqueiro ou de seu cunhado.

A manifestação ocorre após a Polícia Federal entregar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relatório de inspeção do celular de Vorcaro, no qual há menções a Toffoli e a outras autoridades com foro privilegiado. O conteúdo do material está sob sigilo.

Toffoli é o relator da investigação que apura supostas irregularidades na tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB.

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