Mutirão de atendimento às crianças com suspeita de microcefalia é realizado em Petrolina

upa e

O mutirão de Petrolina recebeu crianças de 18 municípios

A Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina (UPAE) sediou, nesta sexta-feira (13), o 5º mutirão de atendimento às crianças com suspeita de microcefalia no estado – os primeiros aconteceram em Recife e mais dois em Caruaru. Os mutirões são realizados em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e Gerências Regionais. Em Petrolina, a ação deu início ao referenciamento da UPAE como unidade de saúde que irá atuar na reabilitação e estimulação precoce dos casos de microcefalia confirmados na IV macrorregião, que compreende 25 municípios.

De acordo com a neuropediatra Vanessa Van Der Linden – médica pernambucana que realizou o alerta às autoridades sobre o aumento do número de casos de microcefalia – os mutirões tem como objetivo levantar dados para elaboração de um panorama mais preciso sobre a doença em Pernambuco. “Ainda não há um grupo definido, pois existem muitas crianças aguardando para fechar o diagnóstico. Algumas foram notificadas quando nasceram por apresentarem um perímetro cefálico menor do que 32cm, estabelecido como padrão. Mas, esse dado por si só não define a doença. Precisamos realizar uma avaliação clínica e análise de exames de imagem, entre outros fatores. Dentro dessa perspectiva podemos descartar a microcefalia; identificá-la como proveniente de outras causas, que não seja a infecção congênita; ou confirmá-la associando-a ao Zica vírus”, explicou durante os atendimentos.

LEIA MAIS

Ataque de fúria: mulher esfaqueia namorado no Rodeadouro

crime faca

O que era para ser um dia de lazer quase se transforma em tragédia envolvendo um casal de namorados na cidade de Juazeiro-BA. Nesta sábado (26), o casal saiu para se divertir no localidade do Rodeadouro, chegando ao local eles se desentenderam e a namorada em ataque de fúria desferiu um golpe de faca no peito do homem, que não esperou por socorro e saiu em sua moto em busca de atendimento, antes de chegar ao local ele ainda deixou a arma utilizada no crime em uma unidade militar, ao lado da UPA de Juazeiro.

Homem morre com Guillain-Barré após doença ser confundida com virose

atestado

Virose. Esse foi o diagnóstico ouvido pela família do metalúrgico Ivaldo Alves da Costa, 53, nas três vezes em que procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sotave, em Jaboatão dos Guararapes. No último dia 16, depois de 12 dias internado no Hospital da Restauração (HR), no Recife, Ivaldo morreu. No atestado de óbito, a rara Síndrome Guillain-Barré (SGB) – associada a processos infecciosos como dengue, chikungunya e zika – consta como causa da morte e revolta a família, que acredita que ele poderia estar vivo caso tivesse sido diagnosticado a tempo. Nos últimos dois dias, outras duas pessoas morreram com suspeita da síndrome no HR, que investiga os casos. Na unidade de saúde que é referência para o tratamento da síndrome neurológica no estado, a taxa de mortes associadas à Guillain-Barré foi de 16,3% – superior a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), que não chega a 10%.

Uma dor muito forte na perna e uma febre leve foram os sintomas que levaram Ivaldo a procurar, no fim de janeiro, um Posto de Saúde, em Jaboatão. Poucos dias depois, com dor nas juntas, formigamentos, dormência e sem conseguir se alimentar direito, procurou a UPA Sotave, onde uma suposta virose foi confirmada, mesmo sem a realização de exames específicos – segundo relata a família. Nos dias seguintes, voltou à mesma UPA duas vezes, já sem conseguir ficar em pé sozinho e com dificuldade de suportar as fortes dores. O diagnóstico era sempre o mesmo.

Revoltada diante da falta de atenção com o marido, que piorava agressivamente a cada dia, a viúva Valdênia Vieira chegou a pressionar o médico para que ao menos um nome fosse dado à tal virose. “Deve ser uma virose dessas, tipo chikungunya”, foi a resposta que ouviu, conta, lembrando de outros abusos ocorridos dentro da unidade de saúde. “Na segunda vez que fomos eu perguntei se ele não ia nem aferir a pressão e nem fazer teste de glicose e o médico perguntou ‘ele é diabético? é hipertenso? então não precisa fazer’”, relata. “Se o médico, que estudou para isso, está dizendo que é uma virose, uma pessoa simples como eu vai dizer o que?”, questiona.

LEIA MAIS
12345