
“ Petrolina não pode ir fazer abate em Juazeiro, porque em Juazeiro a carne é resfriada”, afirma Ronaldo Cancão

Durante as manifestações populares desta quarta-feira, 20, que interditaram por algum tempo a Avenida Guararapes no Centro de Petrolina, o ex-líder da bancada de oposição na Câmara Municipal, vereador Ronaldo Souza o Cancão, um dos coordenadores do movimento, atribui duras críticas à gestão municipal.
Em frente à prefeitura e com o carro de som em volume máximo, Cancão disse que o prefeito Julio Lossio fez um discurso equivocado quanto ao fechamento do matadouro em coletiva à imprensa no sábado (16) quando mencionou que o Ministério Público pede o fechamento do abatedouro.
“Os marchantes de Petrolina não podem fazer abate em Juazeiro (BA), porque em Juazeiro a carne é resfriada, e a portaria do Ministério da Agricultura, diz que a carne deve sair com 7° graus de Juazeiro e chegar no balcão da feira em Petrolina com 2° graus. Como é que vai colocar um armazenamento de carne congelada na feira, se só existe 3 balcões frios na Feira de Areia Branca, mais 3 na Cohab Massangano e no João de Deus Nenhum? ”. Questionou o vereador.
Em outro ponto do seu discurso, Ronaldo disse ainda que a prefeitura tem condição para reformar o matadouro público de Petrolina, “ para recuperar o matadouro não vai R$ 800 mil reais, mas tem dinheiro para fazer um pátio de eventos, gastou R$ 1,2 milhão. O que Petrolina quer é respeito matadouro aberto”, finalizou.
Ronaldo Cancão sai em defesa de FBC

O vereador Ronaldo Cancão saiu em defesa do senado Fernando Bezerra Coelho (PSB), que teve a Fundação 2020, de sua propriedade, invadida pela Polícia Federal na última terça-feira (15) durante a operação Catilinárias da Polícia Federal.
Cancão reptou serem inverídicas algumas matérias veiculadas na imprensa. “Quem provocou o Tribunal de Contas da União (TCU) em 2010, sobre os contratos superfaturados do Ministério da Integral Nacional foi o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho. O TCU fez a auditoria, detectou irregularidades nos contratos do ministério e os mesmos foram cancelados”, assegurou.
Sobre a ação da Polícia Federal Ronaldo reiterou que o senador FBC está colaborando com a justiça e alertou para que as pessoas não façam juízo de valor de forma precipitada. “As injustiças devem ser corrigidas para não macular a imagem das pessoas. O destino se encarrega de tudo e o tempo vai ser o senhor da resposta”, disse.
Vereadores convocam diretora presidente da AMMA para prestar esclarecimentos na Câmara

Essa semana o vereador Pérsio Antunes (PMDB), em discurso na Câmara Municipal, colocou em xeque a idoneidade do secretário de Orçamento, Planejamento e Gestão, Geraldo Júnior, e da gestora da Agência Municipal do Meio Ambiente de Petrolina (AMMA), Denise Lima, no episódio do arrombamento do prédio da agência ocorrido semana passada.
Em resposta Geraldo Júnior procurou a presidência da Casa Plínio Amorim solicitando informações sobre os procedimentos legais para pedir a cassação de um vereador que cometa o crime de injúria, calúnia e difamação e Denise Lima divulgou nota repudiando a atitude de Pérsio, conforme divulgado por este blog..
E pelo andar da carruagem essa briga promete. Na sessão da última quinta-feira (03) os vereadores Pérsio Antunes e Ronaldo Souza (Cancão), informaram ter solicitado através de requerimento a convocação da diretora presidente da AMMA, Denise Lima, para prestar esclarecimentos sobre várias e graves denúncias de crime ambiental, descumprimento da lei vigente na liberação de licenças para, construções de postos de combustível, loteamentos, condomínios e pedreiras no nosso município.
“Cabe informar a sociedade que de 184 municípios existente no estado de Pernambuco, Petrolina encontra-se na posição 130ª, situação crítica no que tange a transparência da administração pública, dados esses, do tribunal de contas do estado de Pernambuco, apresentados dia 02/12/2015, o que vem mostrar que tais fatos nos obriga a fiscalizar com maior rigor a administração atual” diz a nota.
“Caso seja encontrado o DNA de qualquer secretário na emissão irregular de licenças, será pedido não o afastamento do cargo, mas a prisão por afrontar a lei”, alertam.



