
O destino tem suas reviravoltas bruscas. Quando o coronel Clementino Coelho perdeu a vida em um acidente automobilístico na estrada para Salvador, em 1954, seu filho, Paulo de Souza Coelho, viu-se diante de um vácuo irremediável, mas também de uma clareza avassaladora sobre seu papel. O jovem empreendedor, que sempre fora próximo do pai, não hesitou: Petrolina precisava ser mais do que uma cidade ribeirinha à mercê do São Francisco. Precisava ser grande. Precisava ser industrializada.
Na década de 1960, recém-formado em Economia pela Universidade Federal da Bahia, Paulo Coelho iniciou sua jornada transformadora. Com espírito ousado, fundou as Indústrias Coelho S/A, introduzindo um novo capítulo na economia do Sertão. Era um movimento sem retorno: Petrolina entrava para o mapa da industrialização nordestina. O couro, que antes era apenas um produto de exportação, passou a ser um vetor de crescimento.


















