Câmara aprova aumento gradual de licença paternidade, que chegará a 20 dias em três anos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4) a ampliação gradual da licença paternidade dos atuais 5 dias para 20 dias em até 3 anos após a aprovação da lei. No primeiro ano após a aprovação da lei, a licença passaria para 10 dias.

O projeto aprovado na Câmara prevê que a lei entre em vigor em 1º janeiro de 2027, mas o texto ainda passará por nova análise do Senado Federal. Se aprovado pelos senadores, seguirá para sanção presidencial.

Inicialmente, a proposta do relator Pedro Campos (PSB-PE) era de uma progressão para até 30 dias de licença-paternidade, mas não houve acordo entre os deputados para isso.

Com a alteração, houve concordância entre deputados governistas e de oposição, que classificaram a proposta como “suprapartidária”.

O impacto financeiro da ampliação estimado pelo relator é de R$ 5 bilhões ao ano. O texto determina que a licença-paternidade será de:

10 dias em 2027;

15 dias em 2028;

20 dias a partir de 2029.

As empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã devem garantir mais 15 dias de licença-paternidade para os seus funcionários, o que elevará a licença nestes casos para até 35 dias.

O texto estabeleceu ainda que pais de crianças com deficiência tenham direito a um terço a mais de licença.

Esta licença poderá ainda ser fracionada em dois períodos, exceto nos casos de falecimento da mãe. A primeira parte deverá ser de ao menos metade do total e o restante poderá ser gozado em até seis meses após o parto ou a adoção da criança.

O projeto ainda proíbe que o funcionário seja dispensado sem justa causa no período de até um mês depois do fim da licença-paternidade.

Durante o período de licença-paternidade e licença-maternidade, os beneficiários terão direito ao salário integral, sujeitos ao teto previsto pela Previdência Social.

Meu Pai Tem Nome – Defensoria promove mutirão para reconhecimento de paternidade em Juazeiro e Senhor do Bonfim na próxima sexta, 22

Mais de 4,5 mil crianças foram registradas sem o nome do pai no primeiro semestre deste ano na Bahia. Em 2024, o número chegou a 12.436. Para combater esse cenário de ausência paterna, apontado pela Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Brasil (Arpen Brasil), a Defensoria Pública da Bahia (DPE/BA) vai realizar um mutirão em Juazeiro e em Senhor do Bonfim, oferecendo exames de DNA gratuitos na próxima sexta-feira (22).

Em Juazeiro, a ação acontece na sede da DPE/BA, situada na Rua do Paraíso, nº 306, no Santo Antônio,  das 9h às 15h, onde serão oferecidos ainda serviços de reconhecimento de paternidade (espontâneo e socioafetivo), formalização de acordos extrajudiciais de guarda, alimentos e regulamentação de visitas. Já em Senhor do Bonfim, o mutirão ocorre também na unidade da Defensoria, localizada na Avenida Roberto Santos, nº 735, no bairro Marista, das 8h às 15h.

Não é necessário agendar atendimento, basta comparecer ao local munido de documentação como cópia da certidão de nascimento do (a) filho(a); Cópia da carteira de identidade (RG) e CPF da mãe da criança; Cópia do comprovante de residência; Cópia de Certidão de nascimento da mãe da criança; Endereço residencial do suposto pai; entre outros. A ação faz parte da campanha Meu Pai Tem Nome, promovida nacionalmente pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), da qual participam as Defensorias Públicas dos estados e do Distrito Federal.

De acordo com o defensor público José Victor Ataíde, coordenador da 5ª Regional da DPE/BA, sediada em Juazeiro, a meta é reduzir ao máximo o número de crianças sem nome do pai nos documentos. Nesse sentido, a Defensoria tem fortalecido o diálogo e parceria com os cartórios locais, conselhos tutelares, unidades prisionais, instituições de acolhimentos e secretarias municipais para divulgação dos serviços.

Ter o nome do pai na certidão de nascimento é um direito garantido na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente. O registro assegura o recebimento de pensão alimentícia, regulamentação de convivência e direitos sucessórios (herança). Além do reconhecimento de paternidade decorrente dos testes de DNA positivos, também pode ser realizado, através da DPE/BA, o reconhecimento socioafetivo, que independe de laço sanguíneo.

Previsto no Provimento 63 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ele permite o reconhecimento voluntário da paternidade/maternidade, desde que exista uma relação de afeto estabelecida pela convivência, exercendo os direitos e deveres inerentes à posição paterna ou materna.

A Defensoria da Bahia atua pelas vias judiciais e extrajudiciais para garantir o reconhecimento de paternidade e os direitos decorrentes dela. No primeiro semestre deste ano, foram feitos mais de 800 exames de DNA e cerca de 440 reconhecimentos de paternidade. Em 2024, foram mais de 2 mil testes. Os serviços estão disponíveis na capital, em todas as unidades do interior e nas itinerâncias realizadas pela Unidade Móvel de Atendimento.

Defensoria precisa saber – Na Bahia, os registros de crianças sem nome do pai devem ser notificados pelos cartórios de todo o estado à Defensoria. A exigência é prevista na Lei Estadual 11.537/2016, que visa facilitar o acesso da instituição às informações necessárias para a investigação de paternidade. Os dados devem ser enviados mensalmente inclusive pelos cartórios de registro civil das cidades que não possuem sede da DPE/BA instalada. Somente no primeiro semestre, a DPE/BA recebeu mais de 2,2 mil notificações desta natureza.

Evento:
O que: Meu Pai Tem Nome: mutirão de reconhecimento de paternidade
Quando: 22 de agosto, das 8h às 15h
Onde: Juazeiro: Sede da DPE/BA | Rua do Paraíso, nº 306, no Santo Antônio.
Senhor do Bonfim: Sede da DPE/BA | Avenida Roberto Santos, nº 735, Marista.

Serviços:
– Exame de DNA;
– Reconhecimento de paternidade (espontâneo e socioafetivo);
– Acordos extrajudiciais consensuais de guarda;
– Acordos extrajudiciais consensuais de alimentos;
– Acordos extrajudiciais consensuais de regulamentação de visitas.

Ascom

Temer nega ‘paternidade’ de transposição do rio São Francisco

(Foto: Reprodução/NBR)

Durante visita a Paraíba, Michel Temer discursou e afirmou que não quer a “paternidade” das obras de transposição do rio São Francisco. Ele está no estado pata participar da inauguração do eixo leste da transposição.

Em seu discurso, Temer atribuiu a paternidade do projeto ao povo nordestino. “Eu não quero a paternidade desta obra. Ninguém pode tê-la. A paternidade é do povo brasileiro e do povo nordestino. Vocês é que pagaram impostos ao longo do tempo, vocês é que permitiram que pudéssemos fazer grandes investimentos nessa obra, que cada vez mais está sendo festejada”, afirmou Temer.

As obras de transposição do São Francisco começaram ainda no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2007, com o objetivo de abastecer cidades nordestinas que sofrem com a seca.
No início da tarde, Temer irá para Sertânia, onde abrirá a comporta do reservatório de Campos. A água que encherá o reservatório vai percorrer canais e outras estruturas até chegar a Monteiro, novamente na Paraíba.

Com informações do G1

Projeto atende interessados em realizar investigação de paternidade em Senhor do Bonfim

licença paternidade

Os interessados devem procurar a Defensoria até o dia 25 de agosto./ Foto: internet

A Defensoria Pública de Senhor do Bonfim, cidade baiana, está realizando o Projeto “Sou Pai Responsável”, que visa investigar de forma gratuita a paternidade de filhos que desconhecem seus pais, dando aos mesmos os direitos que lhes são garantidos, como pensão, bens e o nome do pai na certidão, no documento.

Os interessados deverão se dirigir a sede da Defensoria, localizada na Avenida Roberto Santos, Bairro Marista, em Senhor do Bonfim. O horário de funcionamento, até o dia 25 de agosto munido de documentos pessoais e comprovante de residência, tanto do possível filho e do possível pai.