FGTS deve ser partilhado na separação de casal

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A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve ser partilhado na separação de casal. A regra vale só para o valor recolhido enquanto durar a união.

O entendimento foi formado a partir da discussão sobre o caso de um casal que utilizou recursos do FGTS para comprar um apartamento. Com a separação, um deles pediu que o valor usado fosse divido igualmente, apesar de a participação de cada um na aquisição do imóvel ter sido diferente.

A maioria da corte seguiu o voto do ministro Luis Felipe Salomão, que defendeu que os valores recebidos pelo trabalhador mensalmente durante a o período do casamento integram o patrimônio comum do casal.

Em seu voto, Salomão deixa claro que o saldo não terá que ser dividido no momento em que o casal assinar os papéis do divórcio. A ideia é que a Caixa Econômica, responsável por gerenciar o Fundo, reserve o montante de cada parte para que, num momento futuro, quando caracterizada as hipóteses legais para o saque, seja possível a retirada do valor.

A relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, havia entendido que o saldo não sacado do FGTS tem “natureza personalíssima” e que, a menos que já houvesse sido empregado em um bem comum, não teria que ser compartilhado.

Com informações de JC Online

Pagar em dinheiro quantia menor do que no cartão ou cheque caracteriza prática abusiva no mercado de consumo

downloadO final do ano é um dos períodos mais esperados pelos comerciantes para ampliarem as negociações de seus produtos e acirrarem a concorrência. Para tanto se valem de preços competitivos até mesmo na forma de pagamento.

A prática reiterada de cobrar o valor diferenciado do produto pago em dinheiro e no cartão ou cheque pode variar entre 10% e 15%, no entanto o Código de Defesa do Consumidor proíbe tal expediente por se tratar de prática abusiva no mercado de consumo, nociva ao equilíbrio contratual.

A quantia paga no cartão de crédito e no cheque são consideradas modalidades de pagamentos à vista, pro soluto, implicando, automaticamente, na extinção da obrigação entre consumidor e fornecedor.

Portanto, o argumento de não conceder o mesmo desconto da quantia paga pelo produto em dinheiro e no cartão por ter que pagar uma certa porcentagem do cartão de crédito não é acolhida pela legislação que impõe regras as relações de consumo, pois esse valor já está embutido no valor do produto.

Para coibir tal prática abusiva alguns tribunais já estão obrigando as Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL) a autuar e aplicar penalidades aos lojistas que não estenderem os mesmos descontos oferecidos aos pagos em dinheiro, cartão de crédito e cheque.

Polícia investiga crimes em licitações e desvio de recursos na Hemobrás

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de ontem (9), uma operação contra uma organização suspeita de direcionar licitações e desviar dinheiro público da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). Durante o cumprimento de um dos 28 mandados de busca e apreensão, agentes da PF flagraram maços de dinheiro sendo arremessados da janela de um dos apartamento das Torres Gêmeas, em Recife. (veja no vídeo)

Em um dos edifícios, na área central do Recife, vive um dos investigados na “Operação Pulso”, o diretor-presidente da Hemobrás, Rômulo Maciel Filho. A PF apura, no entanto, quem teria arremessado os pacotes antes da chegada dos policiais.

Entre os delitos apurados na operação estão corrupção passiva, infringência da lei de licitação, peculato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Desvios
Segundo o superintendente da PF no estado, Marcelo Diniz Cordeiro, a investigação já teria verificado desvios de aproximadamente R$ 20 milhões, mas esse valor pode ser ainda maior.

“Essas frentes que estamos investigando não dizem respeito só ao superfaturamento da obra, mas também ao superfaturamento do gerenciamento, direcionamento de licitações entre outras coisas”, explicou.

Na casa do diretor-presidente da Hemobrás, a PF também encontrou 50 quadros usados para lavagem de dinheiro. As obras são de artistas como Bajado, João Câmara e George Barbosa.

“Os quadros foram trazidos porque um dos crimes investigados é o de lavagem de dinheiro. Já comprovamos a prática com algumas dessas obras e vamos aprofundar a investigação para verificar as outras”, disse o chefe de comunicação da PF, Giovani Santoro. Os agentes também encontraram R$ 15 mil em um cofre na residência.

De acordo com a PF, durante a operação foi apurado ainda que amostras de sangue coletadas não puderam ser transformadas em medicamentos contra a hemofilia e outras doenças porque foram armazenadas de forma incorreta.

Contratos
A polícia ainda investiga diversas licitações e contratos de logística de plasma e hemoderivados ilegais. A obra de construção de uma fábrica da Hemobrás em Goiana, Mata Norte do estado, também está sob suspeita.

A operação cumpre 28 mandados de busca e apreensão, 29 oitivas mediante intimação e dois mandados de prisão temporária, expedidos contra empresários que atuam na Hemobrás.

Foi autorizado ainda o afastamento de três integrantes da empresa, sendo dois da diretoria. Fora Pernambuco, a ação também ocorre nos estados do Piauí, Paraíba, Minas Gerais e São Paulo.

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