
Elize e Marcos Matsunaga — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
O caso de Elize Matsunaga, condenada pelo homicídio e esquartejamento do empresário Marcos Matsunaga, é o tema do terceiro episódio da série “História do Crime”, disponível na plataforma de vídeos curtos GloboPop. O crime, ocorrido em maio de 2012, envolveu o então diretor executivo da empresa de alimentos Yoki e teve ampla repercussão pública.
Elize Matsunaga confessou ter atirado no marido no apartamento do casal, em São Paulo, e, posteriormente, ocultado o cadáver.
Histórico e investigação
Marcos e Elize Matsunaga eram casados e tinham uma filha. De acordo com as investigações policiais, o crime ocorreu em um contexto de crise conjugal. Elize havia contratado um detetive particular, que confirmou uma relação extraconjugal por parte de Marcos.
Na noite de 19 de maio de 2012, registros de segurança do edifício mostraram a chegada do empresário ao local. Segundo o depoimento de Elize, uma discussão se iniciou após ela confrontar o marido sobre a infidelidade. A ré alegou ter sido agredida verbal e fisicamente antes de disparar contra a vítima com uma arma de fogo mantida na residência.
Após o homicídio, o corpo foi esquartejado e os restos mortais foram transportados em malas e distribuídos por diferentes pontos da Região Metropolitana de São Paulo. Elize foi detida semanas depois e confessou a autoria do crime.
Julgamento e penas
A defesa sustentou a tese de legítima defesa, enquanto o Ministério Público argumentou que o homicídio foi premeditado, motivado por vingança e interesses financeiros. Durante as audiências, o depoimento de uma funcionária da família indicou que Elize havia adquirido ferramentas na véspera do crime, argumento utilizado pela promotoria para reforçar a tese de planejamento.
O julgamento ocorreu em 2016, com duração de sete dias. O júri condenou a ré inicialmente a 19 anos, 11 meses e 1 dia de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, destruição e ocultação de cadáver.
Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena para 16 anos e 3 meses de prisão, aplicando a atenuante da confissão espontânea. Após o cumprimento de parte da pena em regime fechado, a Justiça concedeu o livramento condicional a Elize Matsunaga, que cumpre pena em regime aberto desde 30 de maio de 2022.



