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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (8) a carta de saída do cargo. Até o momento, não há definição sobre quem assumirá a pasta.
Segundo informações de bastidores, a expectativa é que outras mudanças ocorram no primeiro escalão do governo federal até o fim do mês, com a saída de secretários e ministros.
Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça em fevereiro de 2024, cerca de um ano após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), em maio de 2023.
De acordo com aliados, a decisão de deixar o cargo foi motivada pelo desgaste acumulado ao longo do período à frente da pasta e pela avaliação de que cumpriu os objetivos propostos durante sua gestão. Também pesou o desejo de dedicar mais tempo à família.
Ainda conforme interlocutores, há a avaliação de que o último ano de mandato costuma ser marcado por maior influência do calendário eleitoral, o que reduz o espaço para a aprovação e implementação de novos projetos estruturantes.
Entre as principais iniciativas de Lewandowski no Ministério da Justiça está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto amplia as atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, fortalece o combate à criminalidade e prevê a constitucionalização dos fundos nacionais voltados ao setor, além do Sistema Único de Segurança Pública.
O governo federal ainda não se manifestou oficialmente sobre a escolha do substituto nem sobre o cronograma de transição no comando da pasta.



