
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi tema de pronunciamentos no plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Deputados de diferentes partidos manifestaram posições divergentes sobre o assunto.
A deputada Rosa Amorim (PT) avaliou que a medida reforça a solidez da democracia brasileira. Para ela, a prisão de Bolsonaro é um recado claro de que ninguém está acima da lei.
Em sua fala, criticou a presença de parlamentares no ato em apoio ao ex-presidente, realizado na Avenida Boa Viagem, no Recife, classificando o gesto como submisso à política externa do ex-presidente norte-americano Donald Trump. Amorim também destacou a saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, creditando o feito à atuação do atual governo federal.
Em contraponto, o deputado Coronel Alberto Feitosa (PL) condenou a decisão do STF, alegando que se trata de uma perseguição por parte do ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, a prisão teria sido motivada por poucas palavras ditas por Bolsonaro e representa um ato de censura. Feitosa também criticou as sanções impostas ao senador Marcos do Val (Podemos-ES), como o uso de tornozeleira eletrônica e suspensão de benefícios parlamentares.
O deputado Waldemar Borges (PSB) defendeu a legalidade das ações do STF e afirmou que tentativas de golpe não podem ser ignoradas. Ele leu um trecho do economista Sérgio Ferraz que enumera episódios considerados ofensivos à democracia durante o governo Bolsonaro. Borges também cobrou do Governo de Pernambuco atenção aos servidores da Apevisa, que reivindicam o pagamento de gratificação prevista em lei.
Já o deputado Doriel Barros (PT) reforçou que a prisão de Bolsonaro é compatível com a gravidade das acusações. Para ele, a justiça deve alcançar todos os cidadãos, independentemente de posição social ou política.



