PRF inicia segunda etapa da Operação Embarque Legal nas rodovias federais da Bahia

Para reforçar a segurança e coibir infrações no transporte de passageiros, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou, na segunda-feira (12), a segunda etapa da Operação Embarque Legal nas rodovias federais que cortam a Bahia.

A ação segue até o dia 9 de fevereiro e acontece nos municípios de Feira de Santana, Paulo Afonso e Capim Grosso.

De acordo com o planejamento operacional da PRF, os trechos fiscalizados foram definidos com base nos locais que registram maior índice de sinistros de trânsito envolvendo ônibus e micro-ônibus.

O levantamento aponta aumento desses acidentes nos meses de dezembro e janeiro, período marcado pelas festas de fim de ano e férias escolares, o que reforça a necessidade de uma fiscalização contínua e direcionada para esse tipo de transporte.

Durante a operação, os policiais verificam se os condutores possuem o curso específico exigido para o transporte de passageiros, além das condições de conservação dos veículos, funcionamento dos equipamentos obrigatórios e o cumprimento do tempo de descanso dos motoristas.

Paralelamente à fiscalização, são realizadas ações educativas sobre o uso do cinto de segurança, o acondicionamento correto das bagagens e a prevenção à importunação sexual no transporte coletivo.

Um dos principais focos da operação é o combate ao não uso do cinto de segurança. Segundo a PRF, muitos passageiros acreditam que o equipamento não é necessário devido ao porte dos veículos, o que é um equívoco.

Em caso de colisão, a ausência do cinto pode resultar em lesões graves ou até mortes, já que os ocupantes podem ser arremessados. Em 2023, foram registradas 10.299 autuações pelo não uso do cinto de segurança, tanto em veículos de transporte coletivo quanto em veículos de passeio.

A operação também prioriza a fiscalização rigorosa das habilitações dos condutores, a fim de confirmar se os motoristas estão legalmente aptos para realizar o transporte de passageiros.

Além disso, durante as abordagens, a PRF atua no combate a crimes como tráfico de drogas, contrabando, descaminho e transporte irregular de passageiros.

A corporação alerta que o transporte clandestino expõe os usuários a riscos significativos, como a falta de seguro em caso de acidentes, interrupções inesperadas da viagem, veículos sem manutenção adequada, maior probabilidade de falhas mecânicas e condições precárias de higiene e segurança.

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