
A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou, neste domingo (2), o balanço da megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense.
Após nova contagem, o número de armas apreendidas chegou a 120, sendo 93 fuzis, totalizando R$ 12,8 milhões em armamentos. A ação, voltada ao combate ao Comando Vermelho (CV), resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policiais.
De acordo com a Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos (CFAE), o arsenal apreendido inclui fuzis, pistolas, metralhadoras, explosivos e munições. Parte das armas tem origem em países como Venezuela, Argentina, Bélgica, Rússia e Brasil, havendo indícios de desvios de lotes militares.
O delegado Vinícius Domingos, da CFAE, informou que algumas armas continham inscrições de grupos criminosos de outros estados, como a “Tropa do Lampião”, associada ao CV no Nordeste. “Essas gravações indicam a expansão da facção para outras regiões do país”, afirmou.
O governador Cláudio Castro (PL) classificou o resultado como “um golpe duro contra o narcotráfico”. Segundo ele, “cada fuzil retirado de circulação representa uma vida salva”.
A apreensão é considerada recorde histórico, superando os números de 2015, quando o estado não registrava a retirada de mais de 95 fuzis em um único mês. O governo destacou que grande parte das armas foi montada em fábricas clandestinas ou adaptada a partir de peças contrabandeadas.
O material passará por perícia e rastreamento para identificar a origem e as rotas de desvio. Parte poderá ser incorporada ao arsenal das forças de segurança, enquanto o restante será destruído.
A megaoperação, apontada como a mais letal da história recente do Rio, levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a convocar uma audiência para esta quarta-feira (5), com entidades de direitos humanos e autoridades estaduais, para discutir os impactos da ação e as medidas de preservação de provas.



