
A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (17), mostra que a avaliação do governo Lula (PT) permanece estável em relação ao mês anterior.
A desaprovação segue em 51%, enquanto a aprovação está em 46%. Outros 3% não souberam ou não responderam. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 12 e 14 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, os resultados indicam uma interrupção no movimento de recuperação da popularidade do governo, iniciado em julho após a crise do “tarifaço de Trump”.
A pesquisa mostra cenários variados por perfil do eleitorado:
Regiões: a aprovação é maior no Nordeste (60%), enquanto a desaprovação prevalece no Sul (60%).
Religião: entre evangélicos, 61% desaprovam e 35% aprovam; já entre católicos há empate técnico (51% aprovam, 46% desaprovam).
Renda: famílias com até dois salários mínimos aprovam em 54%, mas entre quem recebe acima de cinco salários, a desaprovação chega a 60%.
Idade: entre jovens de 16 a 34 anos, 53% desaprovam e 43% aprovam; já entre eleitores com 60 anos ou mais, há empate técnico (53% aprovam e 45% desaprovam).
Escolaridade: a maior desaprovação aparece entre quem tem ensino superior completo (56%).
Em relação ao Bolsa Família, a aprovação do governo é de 64% entre beneficiários, contra 32% de desaprovação, registrando o melhor desempenho no ano.
A Quaest também avaliou a percepção sobre a condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão por participação na tentativa de golpe após as eleições de 2022. Para 49% dos entrevistados, a pena é exagerada, 35% a consideram adequada e 12% a julgam insuficiente.
Já sobre a possibilidade de anistia aos envolvidos nos atos golpistas, 41% se declararam contra, 36% são a favor de anistia total — incluindo Bolsonaro — e 10% defendem anistia apenas para os participantes dos ataques de 8 de janeiro.



