Pesquisa aponta que parte dos brasileiros atribui prisão de Bolsonaro a ações pessoais

Levantamento realizado pela Genial/Quaest indica que 52% dos brasileiros avaliam que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi consequência de atitudes dele próprio ou de familiares.

Já 21% dos entrevistados entendem que a medida decorre de perseguição política por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 120 municípios do país, entre os dias 11 e 14 de dezembro de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Entre os entrevistados que responsabilizam Bolsonaro e sua família pela prisão, 32% apontam como principal fator o episódio envolvendo o dano à tornozeleira eletrônica. Outros 16% afirmam que a decisão judicial teria relação com o receio de uma eventual fuga para o exterior, enquanto 4% mencionaram a vigília organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A percepção de perseguição política aparece com menor peso no total da população, mas predomina entre eleitores que se identificam como bolsonaristas. Nesse grupo, 52% avaliam que a prisão foi motivada por ação do STF. Ainda assim, 18% dos apoiadores do ex-presidente reconhecem que o episódio da tornozeleira teve influência na decisão judicial, e 2% apontam risco de fuga como justificativa.

O levantamento também mostra que 51% dos brasileiros consideram que Bolsonaro “merece estar preso”. A opinião varia conforme o posicionamento político: entre eleitores do PT, o índice chega a 91%, enquanto entre bolsonaristas apenas 4% compartilham dessa avaliação.

Sobre os impactos políticos do episódio, 56% dos entrevistados afirmam que o ex-presidente saiu politicamente enfraquecido após a prisão, indicando percepção de desgaste junto a parte do eleitorado.

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