
Pernambuco foi o estado com maior área fiscalizada e embargada durante a Operação Caatinga Resiste, realizada entre os dias 9 e 19 de março em nove estados brasileiros.
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (20), foram vistoriados 2.752 hectares no estado, com embargo de 2.631 hectares, o equivalente a cerca de 39% de toda a área embargada na operação.
No total, a ação identificou 10.434 hectares de desmatamento ilegal no semiárido brasileiro, resultando no embargo de 6.673 hectares e na aplicação de quase R$ 27 milhões em multas. Em Pernambuco, as penalidades somaram R$ 3,1 milhões.
A operação foi coordenada no estado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Centro de Apoio de Defesa do Meio Ambiente, com apoio de órgãos como Ibama, ICMBio, CPRH e das polícias Civil, Militar e Federal.
De acordo com o MPPE, 27 municípios pernambucanos foram fiscalizados, com 199 autos de infração registrados. Entre eles estão Petrolina, Araripina, Ouricuri, Serra Talhada e Bodocó. A maior área contínua de desmatamento identificada no estado foi de 210 hectares, em Petrolina. Já a maior multa aplicada foi de R$ 211 mil, também no município.
Durante as ações, foram constatadas diversas irregularidades, incluindo desmatamento para atividades agrícolas sem autorização, além de apreensões de animais silvestres, máquinas e equipamentos utilizados em atividades ilegais.
A operação integra um projeto nacional coordenado pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e tem como objetivo fortalecer a proteção do bioma Caatinga, especialmente diante dos impactos ambientais e climáticos associados ao desmatamento.



