Palestra no SESI Petrolina alerta estudantes sobre violência contra a mulher

Debate destacou importância da denúncia e do papel da sociedade

Alunos e professores do SESI Petrolina participaram, nesta segunda-feira (27), de uma palestra voltada à conscientização e prevenção da violência contra a mulher.

O encontro foi conduzido pelas fundadoras do Instituto Banco Vermelho, Andreia Rodrigues e Paula Limongi, que compartilharam relatos pessoais, dados preocupantes e orientações práticas para identificar e interromper ciclos de violência.

O instituto surgiu a partir de experiências marcadas pela dor. Durante a palestra, as fundadoras destacaram que transformaram o luto em luta, utilizando bancos vermelhos instalados em espaços públicos como símbolo de alerta e acolhimento para vítimas. A cor e o formato representam a gravidade da causa e a memória das mulheres vítimas de feminicídio.

Durante a apresentação, as palestrantes chamaram atenção para números alarmantes. Segundo elas, uma mulher é vítima de feminicídio a cada seis horas no Brasil, enquanto a cada seis segundos uma mulher sofre algum tipo de violência. Os dados também apontam para a subnotificação, que ainda esconde a real dimensão do problema.

Outro ponto abordado foi a diferença entre homicídio e feminicídio, além dos diversos tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, como violência física, psicológica, moral, patrimonial, sexual e vicária.

As palestrantes destacaram ainda que a violência psicológica é uma das mais perigosas, por muitas vezes não deixar marcas visíveis, mas causar danos profundos. Elas alertaram também para sinais iniciais de relacionamentos abusivos, como controle excessivo, invasão de privacidade e isolamento.

O papel da sociedade no combate à violência também foi enfatizado, especialmente a responsabilidade de não se omitir diante de situações suspeitas. Segundo as fundadoras, o silêncio pode contribuir para a continuidade da violência.

Para o gestor da unidade, Cássio Saturnino, a ação faz parte do compromisso da instituição com a formação cidadã. Ele destacou que a educação vai além do conteúdo acadêmico e deve incluir a construção de valores como respeito e responsabilidade social.

Ao final do encontro, os estudantes participaram de um momento de interação, com perguntas e reflexões sobre o tema. Também foram reforçados os canais de denúncia, como o 180 e o 190, fundamentais para o enfrentamento da violência e proteção das vítimas.

A iniciativa reforça a importância da informação e da educação como ferramentas essenciais na prevenção da violência contra a mulher e na construção de uma sociedade mais justa e segura.

Deixe um comentário