
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) promoveu uma reunião com órgãos de fiscalização e vigilância sanitária para alinhar estratégias no combate à comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol.
O encontro ocorreu após a confirmação dos três primeiros casos de intoxicação no estado, dois deles fatais, registrados no município de Lajedo, no Agreste.
O objetivo é intensificar ações preventivas e padronizar os procedimentos de fiscalização. “A venda de bebidas com metanol é um ilícito grave e precisa ser combatido com rigor e urgência, pois coloca em risco a saúde e a vida dos consumidores”, destacou a procuradora de Justiça Liliane da Fonseca Lima Rocha, coordenadora do CAO Consumidor.
Participaram da reunião representantes da Apevisa, Procon-PE, Procon-Recife, Vigilância Sanitária do Recife, Secretaria Executiva de Justiça e Promoção dos Direitos do Consumidor e da Diretoria Executiva de Vigilância à Saúde, além de promotores de Justiça do Recife, Olinda e Paulista.
Pernambuco já contabiliza 45 notificações de suspeitas de intoxicação, sendo 18 descartadas após análises do Instituto de Criminalística. A Apevisa coordena as informações enviadas pelos municípios e tem promovido capacitações com equipes de vigilância para padronizar a atuação dos fiscais.
O consumo de bebidas adulteradas com metanol representa grave risco à saúde, podendo causar convulsões, danos neurológicos, cegueira e morte.



