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O Ministério da Saúde instalou uma sala de situação para monitorar casos de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas e coordenar ações em todo o país.
Até a noite de quarta-feira (1º), foram notificados 43 casos: 39 em São Paulo (10 confirmados e 29 em investigação) e quatro em Pernambuco, embora a Secretaria Estadual de Saúde de PE registre três suspeitos em investigação.
Foram descartados quatro casos e há um óbito confirmado em São Paulo. Outros sete permanecem em investigação.
O número de ocorrências entre agosto e setembro é considerado atípico, já que o Brasil normalmente registra cerca de 20 casos por ano. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a entrada da Polícia Federal se deve à suspeita de envolvimento de organização criminosa na adulteração de bebidas alcoólicas.
A sala de situação reúne representantes dos ministérios da Saúde, Justiça, Agricultura, Anvisa, conselhos de saúde e secretarias estaduais de SP e PE. Ela analisará sistematicamente os casos, coordenará medidas de resposta e permanecerá ativa enquanto houver risco sanitário.
O Ministério da Saúde orienta que bares, empresas e consumidores redobrem atenção à procedência das bebidas. É recomendável evitar produtos sem rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal.
Profissionais de saúde devem notificar imediatamente casos suspeitos e adotar medidas adequadas, incluindo o uso de etanol como antídoto controlado, administrado por Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), dos quais o país possui 32, sendo nove em São Paulo.
Entre os sintomas da intoxicação por metanol estão dor abdominal, alterações visuais, confusão mental e náusea, geralmente entre 12 e 24 horas após a ingestão. O atendimento médico imediato é essencial para diagnóstico e tratamento adequado.



